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Aumento de 500% nas ações do escritório da esposa de Moraes no STF

Crescimento de quase 500% nas ações do escritório da esposa de Moraes no STF desde 2017, com mais de R$ 80 milhões recebidos do Banco Master e patrimônio imobiliário triplicando

Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci, durante cerimônia de posse do ministro como presidente do TSE. A revelação da prestação de serviços da advogada ao Banco Master reacendeu o debate sobre a participação de parentes de ministros como advogados em ações nos tribunais superiores. (Foto: Antônio Augusto/STF)
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  • O escritório de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, passou de 27 processos para 159 nos tribunais superiores após a nomeação dele para o STF em março de 2017.
  • O crescimento foi mais expressivo no Superior Tribunal de Justiça, com registros de 18 para 136 casos, um aumento de mais de sete vezes.
  • Documentos indicam que o escritório recebeu mais de R$ 80 milhões do Banco Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, com parcelas de cerca de R$ 3,6 milhões mensais; o contrato previa R$ 129 milhões por três anos, mas os pagamentos foram interrompidos após a liquidação da instituição.
  • O patrimônio imobiliário do casal subiu de cerca de R$ 8,6 milhões em 2017 para aproximadamente R$ 31,5 milhões em 2026, aponta levantamento recente.
  • Não há comprovação de crimes, mas há debates sobre possíveis conflitos de interesse e transparência; a fiscalização pode ocorrer tanto pelo STF quanto pelo Senado, embora especialistas achem improvável uma ação neste momento.

O escritório de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, registrou crescimento expressivo no número de ações acompanhadas nos tribunais superiores desde 2017. Dados obtidos apontam aumento próximo de 500% no total de processos apresentados no STJ e no STF. O salto é mais relevante no STJ, onde registros passaram de 18 para 136 casos.

Entre 2017 e 2026, o conjunto de ações acompanhadas pela banca subiu de 27 para 159 nos tribunais superiores. Segundo a leitura de documentos, a maior parte desse incremento ocorreu após a nomeação de Moraes ao STF, em março de 2017, não havendo, ainda, evidência de irregularidades formais.

Pagamentos e contratos com instituições financeiras

Documentos da Receita Federal indicam recebimento superior a R$ 80 milhões do Banco Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. Os pagamentos ocorreram em parcelas mensais de cerca de R$ 3,6 milhões. O contrato anterior previa R$ 129 milhões por três anos, mas os repasses foram interrompidos com a liquidação da instituição.

Evolução patrimonial da família Moraes

Levantamentos indicam que o patrimônio imobiliário do casal quase triplicou nos últimos nove anos, passando de aproximadamente R$ 8,6 milhões em 2017 para cerca de R$ 31,5 milhões em 2026. Analistas destacam que a valorização imobiliária, aliada ao crescimento do escritório, desperta questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse.

(Não houve confirmação de ilegalidades)

Não há evidência de crimes ou irregularidades jurídicas confirmadas até o momento. Specialistas ressaltam, porém, a importância da transparência e da percepção pública sobre eventuais favorecimentos, principalmente devido à relação com um ministro de uma corte superior.

Supervisão e avaliação institucional

A apuração de condutas de ministros do STF envolve dois caminhos: o próprio STF pode investigar seus membros, ou o Senado Federal pode abrir processos por crime de responsabilidade. Especialistas apontam que, dadas as circunstâncias políticas, investigações desse tipo costumam enfrentar entraves.

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