- A CPI do crime organizado ouviu o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre o caso Master.
- Ele disse não ter recebido ordens de Luiz Inácio Lula da Silva para ajudar o Master, que já enfrentava dificuldades.
- A CPI tentou ouvir o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, mas ele recusou o convite pela terceira vez.
- Galípolo afirmou que a auditoria e a sindicância interna não indicaram responsabilidade de Campos Neto no caso Master e defendeu o sigilo de oito anos da liquidação.
- A comissão encerra na próxima terça-feira, dia 14, sem prorrogação pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
A CPI do crime organizado ouviu nesta quarta-feira o depoimento de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, sobre o caso Master. Oitiva ocorreu na Câmara, com foco na reunião que Galípolo teve no Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com Daniel Vorcaro, dono do Master.
Galípolo negou ter recebido ordem ou orientação de Lula para favorecer o Master, que já passava por dificuldades. A comissão também tentou ouvir o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, que recusou o convite pela terceira vez.
O parlamentar ouviu ainda que auditoria e sindicância internas não atribuíram responsabilidade a Campos Neto no caso Master. O BC manteve o argumento sobre o sigilo de 8 anos da liquidação da instituição, imposto em novembro do ano passado.
A sessão ocorreu enquanto a CPI discutia documentos e pagamentos ligados ao Master. Em debate, a comissão informou ter recebido alegações sobre repasses de valores, sem detalhar números neste momento.
A oitiva de Galípolo encerra com a expectativa de desfecho da comissão, que termina na próxima terça-feira (14). Segundo o Senado, não haverá prorrogação do prazo para a CPI do crime organizado.
Desdobramentos e agenda
A CPI continua apurando a atuação de entidades ligadas ao Master e possíveis impactos políticos. A comissão deve discutir próximos passos e audiências já programadas para os próximos dias.
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