- A deputada Gleisi Hoffmann (PT) criticou a promoção de Januário Paludo ao cargo de subprocurador-geral da República, anunciada pelo CNMP, nesta quarta-feira, 8 de abril de 2026.
- Gleisi classificou a medida como “péssimo sinal” do Ministério Público à sociedade.
- Paludo atuou na Lava Jato entre 2014 e 2020, ao lado de Sergio Moro e Deltan Dallagnol.
- Ela afirmou que a promoção ocorreu por antiguidade, não por mérito, e seria um prêmio “absolutamente indevido”.
- Gleisi ressaltou que os métodos da Lava Jato foram repudiados pela comunidade jurídica e causaram prejuízos ao país e às instituições.
A deputada Gleisi Hoffmann (PT) criticou a promoção do procurador Januário Paludo ao cargo de subprocurador-geral da República. A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) nesta quarta-feira, 8 de abril de 2026, em Brasília. A defesa de Gleisi afirma que a promoção representa um sinal negativo para o Ministério Público e para a imagem da instituição.
Segundo Gleisi, Paludo atuou na Lava Jato entre 2014 e 2020, ao lado de Sergio Moro e Deltan Dallagnol. A ex-ministra sustenta que ele integrou uma operação cuja atuação foi anulada pelo STF por parcialidade e motivação política contra o presidente Lula.
A parlamentar reforçou que a promoção ocorreu por antiguidade e não por mérito, configurando o que chamou de prêmio indevido. Ela afirmou que os métodos da Lava Jato foram repudiados pela comunidade jurídica e trouxeram prejuízos ao país e às instituições.
Gleisi afirmou ainda que apromoção, ao premiar um dos integrantes mais visíveis da operação, é um desserviço ao Ministério Público e à imagem pública da instituição. A deputada avaliou que decisões desse tipo lançam um sinal desfavorável à sociedade.
Contexto e desdobramentos
A decisão do CNMP é objeto de debate entre representantes do PT e defensores da Lava Jato. Críticos alegam que promover membros da operação pode gerar desconfiança sobre a imparcialidade do MP. O CNMP não se manifestou neste texto sobre o assunto.
A defesa de Paludo não foi procurada para comentar até o fechamento desta edição. O Ministério Público Federal não confirmou detalhes adicionais sobre a promoção ou eventuais efeitos administrativos.
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