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Lindbergh afirma que Galípolo tentou blindar Campos Neto no caso Master

Lindbergh diz que Galípolo tentou blindar Campos Neto no caso Master; crítica ao controle interno do Banco Central pode proteger a cúpula

Segundo Lindbergh (foto) a declaração do presidente do BC na CPI do Crime Organizado "demonstra que o controle interno é insuficiente e pode servir de escudo para proteger quem comandava a instituição quando decisões e omissões favoreceram o ambiente em que o caso Master prosperou"
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  • Lindbergh Farias afirmou à CPI do Crime Organizado que Galípolo tentou blindar Roberto Campos Neto no caso Master.
  • Galípolo disse que a auditoria interna não encontrou culpa de Campos Neto, e que ele foi convidado a explicar a atuação do BC na investigação.
  • O deputado sustenta que o controle interno é insuficiente e pode servir de escudo para quem comandava o BC, citando dois funcionários afastados com tornozeleira eletrônica.
  • Lindbergh diz que Campos Neto recebeu alertas do Fundo Garantidor de Créditos, da FEBRABAN e questionamentos da Polícia Federal, mas houve resposta institucional de que não houve ilegalidade e preservação da cúpula.
  • O petista afirma que houve edição de norma em outubro de 2023 que permitiu que o Banco Master não ajustasse balanço, evitando intervenção, e aponta que a investigação externa rompeu a proteção.

O deputado Lindbergh Farias afirmou nesta quarta-feira que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tentou blindar Roberto Campos Neto no caso Master, episódio que envolve o maior escândalo bancário da história recente. A declaração ocorreu em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI do Crime Organizado). Segundo Lindbergh, a auditoria interna do BC não identificou culpa de Campos Neto, mas a oposição sustenta que o controle interno é insuficiente para evitar proteções internas.

Lindbergh enfatizou que as afirmações do presidente do BC indicam falhas no sistema de governança da instituição. O deputado aponta que, se não houvesse apuração externa, a proteção à cúpula poderia persistir. O episódio envolve decisões e omissões que teriam criado um ambiente favorável ao avanço do caso Master dentro do Banco Central.

Em depoimento como convidado, Galípolo explicou que uma auditoria interna não apontou qualquer responsabilidade de Campos Neto no caso Master. A CPI apura atuação do BC no episódio, que pode resultar em acordo de delação premiada e impactos nos Três Poderes.

Segundo Lindbergh, Campos Neto teria recebido alertas do Fundo Garantidor de Créditos, da Febraban e questionamentos formais da Polícia Federal. Na visão do deputado, a resposta institucional foi de que não houve ilegalidade e de preservação da cúpula, mesmo diante de sinais de risco de liquidez.

Ainda de acordo com o deputado, houve uma norma editada em outubro de 2023 que permitiu ao Banco Master não ajustar seu balanço, contornando a intervenção estatal. Lindbergh afirma que a apuração sobre essa proteção partiu de fontes externas ao BC, com independência e capacidade de responsabilização.

O parlamentar afirma ter entrado com representações na Polícia Federal para aprofundar a apuração sobre a blindagem de Campos Neto, sobre atos que favoreceram o Banco Master e sobre a rede de decisões dentro do BC. Alega que isso demonstra a necessidade de ampliar o escrutínio externo sobre o tema.

Detalhes do depoimento

  • Galípolo participou da CPI como convidado para esclarecer roles do BC no caso.
  • A CPI investiga mudanças administrativas que teriam facilitado a atuação de figuras ligadas ao Master.
  • A tentativa de blindagem é apresentada como tema central para entender possíveis impactos institucionais.

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