- O presidente Lula acusou o governo de Jair Bolsonaro pelo início das supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, BRB e autoridades dos Três Poderes.
- As investigações da Polícia Federal apontam participação de parlamentares de diferentes banda e de ministros do STF, como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
- Lula afirmou que Roberto Campos Neto “legalizou” o Banco Master e atribuiu as falcatruas ao governo de Bolsonaro, Guedes e seus ministros.
- O ex-presidente sugeriu que Moraes se declare impedido de votar em casos do Banco Master devido ao contrato de R$ 129 milhões da esposa, Viviane Barci, com escritório de advocacia ligado ao caso.
- Lula destacou a autonomia da Polícia Federal e pediu que todos prestem depoimentos e que eventuais delações sejam comprovadas, defendendo punição exemplar para os envolvidos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva responsabilizou o governo de Jair Bolsonaro pelo início das supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, o Banco de Brasília (BRB) e membros de diferentes poderes. Segundo Lula, as investigações apontam para um funcionamento que teria sido alimentado durante a gestão anterior, com participação de parlamentares, assessores próximos ao petista e integrantes do STF. A afirmação foi feita em entrevista publicada pelo site ICL Notícias.
Lula sustenta que, embora o tema tenha ganhado projeção recente, há lacunas na exposição pública sobre o papel de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, durante o fortalecimento do Master. O ex-ministro da Economia Paulo Guedes e aliados do governo anterior seriam citados como favorecidos pelo suposto esquema, segundo acusações que Lula trouxe à tona para justificar o cenário descrito.
O petista ressaltou ainda que sua gestão, em comparação, teve enfrentamentos diferentes no combate a irregularidades, lembrando a Operação Lava Jato e o tempo de prisão que enfrentou. A fala se insere no contexto de críticas ao andamento das apurações e da atuação de autoridades judiciais mencionadas ao longo da entrevista.
Conselho a Moraes
Lula afirmou ter orientado o ministro Alexandre de Moraes a se declarar impedido de votar em julgamentos envolvendo o Banco Master, por conta de uma contratação de escritório de advocacia ligado à esposa de Moraes, Viviane Barci, no valor de 129 milhões de reais. Segundo o ex-presidente, a atuação do ministro poderia afetar a imagem pública em um momento eleitoral.
Ainda conforme Lula, Moraes possui uma biografia construída com o julgamento de acontecimentos relevantes, como o 8 de janeiro, e não deveria permitir que o caso Vorcaro prejudique sua reputação. Segundo o ex-presidente, sugeriu que Moraes declare impedimento para que não haja leitura de favorecimento nas decisões.
Ele completou dizendo que aconselhou Moraes a alegar que a esposa atua na área jurídica para justificar o impedimento, visando preservar a imagem pública do ministro durante o período eleitoral. As falas reiteram a posição de Lula sobre a necessidade de clareza e de evitar possíveis interpretações de parcialidade.
Polícia Federal autônoma
Na entrevista, Lula defendeu a autonomia da Polícia Federal, afirmando que as buscas e investigações são estruturadas de forma independente. Segundo ele, o órgão já deflagrou números superiores aos registrados em todo o mandato de Bolsonaro, com mais de 10 mil diligências até o momento, frente a 6,5 mil no governo anterior.
O ex-presidente afirmou que não se deve interferir na apuração nem pressionar as autoridades. Ele orientou que as diligências sejam apoiadas por provas consistentes e ressaltou a importância de depoimentos prestados pelas pessoas envolvidas. Lula concluiu enfatizando que as punições devem ser exemplares, independentemente de quem for o envolvido.
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