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Senado aprova regras para coibir fraudes no seguro-defeso

Senado aprova mudanças para evitar fraudes no seguro-defeso, com cadastro mais rígido, comprovação de contribuição ao INSS e novas regras para o Reap

O objetivo é criar mecanismos mais eficientes para evitar fraudes no programa. A construção do entendimento buscou evitar que medidas de controle prejudiquem pescadores que exercem a atividade de forma legítima
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  • Senado aprovou o PLV 1 de 2026, que modifica cadastro e identificação para o seguro-defeso, substitui a Medida Provisória de 2025 e volta à Câmara para nova análise.
  • Principais mudanças incluem comprovação de contribuição ao INSS por pelo menos seis meses no período de doze meses e ajustes no limite de renda para acesso ao benefício.
  • Foi suprimida a previsão de pagamento de benefícios retroativos relativos aos defesos de 2025; o requerimento de habilitação por entidades parceiras também foi retirado.
  • O texto prorrogou até 31 de dezembro de 2026 o prazo para pescadores apresentarem o Reap referente aos anos de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025; para benefícios de 2026, é exigido apenas o Reap de 2025.
  • As sanções por fraudes foram endurecidas: suspensão do registro passou de três para cinco anos, com igual prazo de impedimento de requerer o benefício e, em caso de reincidência, até dez anos; também haverá autenticação em dois fatores a partir de 1º de novembro de 2026.

O Senado aprovou o PLV 1/2026 que altera regras de cadastro e identificação para o seguro-defeso de pescadores artesanais. A aprovação ocorreu em 8 de abril de 2026. O objetivo é evitar fraudes sem prejudicar pescadores legítimos, mantendo a atividade sustentável.

O texto substitui a MP 1.323/2025 e autoriza o pagamento de parcelas pendentes em 2026 aos beneficiários que cumprirem os requisitos. As mudanças foram alvo de alterações promovidas pela Câmara e retornam para nova análise.

O relator foi o senador Beto Faro (PT-PA), que conduziu o texto após audiências públicas em Brasília e debates em estados. O acordo envolveu lideranças do governo, oposição e entidades da categoria.

Alterações principais e impactos

Foi instituída a comprovação de contribuição ao INSS por pelo menos 6 meses no período de 12 meses. A exigência havia sido retirada pela Câmara, e agora volta a vigorar.

O texto também alterou regras de renda para acesso ao benefício e retirou pagamento retroativo relativo ao defeso de 2025. Além disso, a possibilidade de entidades parceiras receber requerimentos foi eliminada.

Foi ampliada a suspensão do registro de pescador para até 5 anos em casos de fraude, com o mesmo prazo aplicado a impedimento de requerer o benefício. Em reincidência, o prazo sobe para 10 anos.

A partir de 1º de novembro de 2026, o acesso aos sistemas dos ministérios dependerá de autenticação de dois fatores, fortalecendo a segurança digital.

Pescadores habilitados no Pronaf e entidades associativas poderão contar com os mesmos encargos financeiros e subsídios, ampliando o acesso a financiamentos.

Reações e posicionamentos

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, elogiou o acordo entre as lideranças e destacou a importância da matéria para os pescadores brasileiros. A ideia é conciliar controle com direitos da categoria.

O senador Jorge Seif criticou as mudanças no cadastro, afirmando que o texto enviado pelo Executivo é superior ao aprovado pela Câmara, ao reduzir fraudes por meio de entidades.

Senadora Teresa Cristina defendeu deixar a MP caducar, argumentando que quem deveria receber o seguro já recebeu. Já Jaques Wagner afirmou que não seria contrário ao texto do governo.

Eliziane Gama elogiou a MP e defendeu a necessidade de diferenciar pescadores sérios de irregularidades, destacando a justiça da iniciativa para a categoria.

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