- STF iniciou o julgamento sobre o formato da eleição para o mandato-tampão no Rio de Janeiro, se deve ser direta ou indireta.
- O procurador-geral Paulo Gonet defende eleição direta; o relator Luiz Fux votou pela indireta, em votação secreta; o relator da outra ação, Cristiano Zanin, votou a favor de eleições diretas para governador e vice.
- Sobre a permanência do atual governador, Zanin abriu espaço para debates; a decisão pode prever eleição já neste ano, em outubro, ou apenas em 2026.
- O plenário virtual mostrou divisão: quatro ministros favoráveis à eleição direta e seis à indireta, com possibilidade de pedir mais tempo para a conclusão.
- O cargo de governador está com o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, em exercício; o estado está sem vice-governador desde maio de 2025.
O Supremo Tribunal Federal começou a julgar o formato da eleição para o mandato-tampão no Rio de Janeiro. O caso envolve a escolha entre voto direto pela população ou voto indireto dos deputados estaduais. O julgamento ocorreu nesta quarta-feira (8) no STF e pode definir a eleição que ocorre até o fim do ano.
Entre os envolvidos, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou apoio à eleição direta. O relator de um dos processos, ministro Luiz Fux, defendeu a opção pela escolha indireta, com votos secretos dos deputados. O relator da outra ação, ministro Cristiano Zanin, ficou favorável à eleição direta para governador e vice.
Situação no Rio e próximos passos
A decisão ainda está em aberto quanto à data: pode acontecer já neste ano com eleição rápida ou ficar para 2026. A análise começou no plenário virtual, com 4 votos pela direta e 6 pela indireta, mantendo o impasse.
O cargo de governador está com o presidente interino do TJ-RJ, desembargador Ricardo Couto, após a cassação de Cláudio Castro. O RJ ficou sem vice-governador desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha deixou o cargo. Rodrigo Bacellar não pode assumir devido a cassação pelo TSE.
O julgamento será retomado nesta quinta-feira (9) para continuidade dos votos e possíveis impactos na linha sucessória, já com novas falas e eventuais recursos. A definição final deve esclarecer se o pleito ocorrerá já neste ano ou apenas em 2026.
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