- O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, pediu à prefeitura de São Paulo que esclareça a possível relação entre Fabiano Zettel e uma concessionária de cemitérios privatizados na cidade.
- Dino aponta que Zettel assinou cinco atas como conselheiro da Cortel, utilizando e-mails institucionais vinculados ao Banco Master.
- O objetivo é verificar se houve interferência do Banco Master nas concessionárias e se há vínculo com o subscritor dos documentos, enquanto a Cortel nega relação com a instituição financeira.
- A ação envolve a privatização dos cemitérios municipais e foi apresentada na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) setenta e nove?) administrativa em dois mil e vinte e quatro pelo PC do B, que aponta indícios de preços mais altos para a assistência funerária.
- Em dezesseis de abril, Flávio Dino presidirá uma audiência de conciliação entre as partes do processo, incluindo o PC do B e a Câmara Municipal de São Paulo.
O ministro do STF Flávio Dino solicitou à prefeitura de São Paulo que esclareça a possível relação entre o empresário Fabiano Zettel e uma das concessionárias responsáveis pelos cemitérios privatizados da cidade. O pedido ocorreu nesta terça-feira (7 abr 2026) no âmbito de uma ação sobre as regras de privatização do serviço funerário municipal.
Dino quer saber se Zettel, ligado ao Banco Master, assinou como conselheiro da Cortel, concessionária mencionada no inquérito. O despacho indica que informações divulgadas pelo site Amado Mundo sugerem possíveis práticas empresariais passíveis de questionamento. A decisão envolve a apuração de interferência do banco nas concessionárias.
Segundo o documento, Zettel teria assinado cinco atas como conselheiro da Cortel, utilizando e-mails institucionais vinculados ao Banco Master. O ministro determina que o tema seja debatido em audiência de conciliação entre as partes do processo, incluindo o PC do B, que acionou a Justiça, e a Câmara Municipal de São Paulo.
Privatização dos cemitérios
A ADPF 1196, apresentada pelo PC do B em 2024, contesta trechos da lei municipal que rege a privatização. A petição aponta indícios de reajustes de preços para serviços funerários, potencialmente impactando a dignidade humana no momento da despedida.
A associação das concessionárias de serviços funerários de São Paulo afirma que pesquisas indicam melhoria na gestão dos cemitérios municipais desde a privatização. Em 16 de abril, Dino presidirá uma audiência de conciliação sobre o tema.
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