- Cinco eurodeputados responsáveis por monitorar o estado de direito na Hungria pedem que a Comissão Europeia tome medidas concretas antes das eleições parlamentares de domingo.
- Em carta dirigida à presidente Ursula von der Leyen e ao comissário da Justiça, eles questionam se o pleito pode ocorrer em um ambiente realmente livre e justo.
- Eles solicitam avaliação pública sobre se as condições para competição democrática estão sendo minadas por desinformação, interferência estrangeira, uso de recursos estatais e intimidação de jornalistas.
- A carta aponta uma possível operação de interferência russa em apoio à campanha do Fidesz, citando reportagens investigativas, e menciona conversas entre autoridades russas em contextos de cúpulas da UE.
- Também ressaltam casos de desinformação relacionados a um jornalista investigativo, tentativas de invasão aos sistemas da oposição e referem-se ao mecanismo do Artigo sete da União Europeia como possível instrumento de responsabilização.
Cinco eurodeputados seniores, responsáveis por monitorar o estado de direito na Hungria, solicitaram, nesta quinta-feira, à Comissão Europeia que tome medidas concretas diante de riscos para a lisura das eleições parlamentares deste domingo.
A carta é dirigida à presidente Ursula von der Leyen e ao comissário da Justiça, Michael McGrath, e questiona se o pleito pode ocorrer em ambiente livre e justo. Os parlamentares pedem avaliação pública sobre as condições do processo.
Eles apontam ameaças como desinformação, interferência estrangeira, uso indevido de recursos estatais e intimidação de jornalistas, que poderiam comprometer a competição democrática no país.
A mensagem ressalta uma possível operação de interferência russa em favor do governo Fidesz, citando reportagens que teriam apontado envolvimento de serviços militares da Rússia.
Assinam a carta Tineke Strik, Michał Wawrykiewicz e outros membros, vinculados à atuação do Parlamento na prática do artigo 7 contra a Hungria. O grupo cita casos recentes de desinformação envolvendo atores pró-Kremlin.
Também mencionam o jornalista Szabolcs Panyi, que expôs a suposta relação com operações externas e foi alvo de uma intimidação estatal, conforme a linha de investigação citada.
A correspondência relata ainda tentativas de invasão de sistemas IT do partido oposicionista Tisza, denunciadas pela legenda. Alega-se que a prática visa desestabilizar a oposição.
Medidas solicitadas à Comissão
Os eurodeputados pedem que a Comissão avalie publicamente o risco para a integridade eleitoral na Hungria e, se cabível, amplie ações de infração contra violações da liberdade de mídia previstas pela lei da UE.
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