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Eurodeputados alertam riscos graves nas eleições da Hungria e pedem ação

Eurodeputados pedem à Comissão ação imediata diante riscos de desinformação, interferência estrangeira e operação russa na eleição na Hungria, com imprensa intimidada

Hungary's Prime Minister Viktor Orban gestures during a pre-election rally in Budapest, Hungary, Tuesday, April 7
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  • Cinco eurodeputados responsáveis por monitorar o estado de direito na Hungria pedem que a Comissão Europeia tome medidas concretas antes das eleições parlamentares de domingo.
  • Em carta dirigida à presidente Ursula von der Leyen e ao comissário da Justiça, eles questionam se o pleito pode ocorrer em um ambiente realmente livre e justo.
  • Eles solicitam avaliação pública sobre se as condições para competição democrática estão sendo minadas por desinformação, interferência estrangeira, uso de recursos estatais e intimidação de jornalistas.
  • A carta aponta uma possível operação de interferência russa em apoio à campanha do Fidesz, citando reportagens investigativas, e menciona conversas entre autoridades russas em contextos de cúpulas da UE.
  • Também ressaltam casos de desinformação relacionados a um jornalista investigativo, tentativas de invasão aos sistemas da oposição e referem-se ao mecanismo do Artigo sete da União Europeia como possível instrumento de responsabilização.

Cinco eurodeputados seniores, responsáveis por monitorar o estado de direito na Hungria, solicitaram, nesta quinta-feira, à Comissão Europeia que tome medidas concretas diante de riscos para a lisura das eleições parlamentares deste domingo.

A carta é dirigida à presidente Ursula von der Leyen e ao comissário da Justiça, Michael McGrath, e questiona se o pleito pode ocorrer em ambiente livre e justo. Os parlamentares pedem avaliação pública sobre as condições do processo.

Eles apontam ameaças como desinformação, interferência estrangeira, uso indevido de recursos estatais e intimidação de jornalistas, que poderiam comprometer a competição democrática no país.

A mensagem ressalta uma possível operação de interferência russa em favor do governo Fidesz, citando reportagens que teriam apontado envolvimento de serviços militares da Rússia.

Assinam a carta Tineke Strik, Michał Wawrykiewicz e outros membros, vinculados à atuação do Parlamento na prática do artigo 7 contra a Hungria. O grupo cita casos recentes de desinformação envolvendo atores pró-Kremlin.

Também mencionam o jornalista Szabolcs Panyi, que expôs a suposta relação com operações externas e foi alvo de uma intimidação estatal, conforme a linha de investigação citada.

A correspondência relata ainda tentativas de invasão de sistemas IT do partido oposicionista Tisza, denunciadas pela legenda. Alega-se que a prática visa desestabilizar a oposição.

Medidas solicitadas à Comissão

Os eurodeputados pedem que a Comissão avalie publicamente o risco para a integridade eleitoral na Hungria e, se cabível, amplie ações de infração contra violações da liberdade de mídia previstas pela lei da UE.

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