- Um tribunal dos EUA rejeitou o pedido da Anthropic para suspender a rotulagem de risco de cadeia de suprimentos imposta pelo governo americano.
- A marcação visa impedir contratados do Pentágono de usar os modelos de IA da empresa, incluindo o Claude, em contratos do Departamento de Defesa.
- A designação envolve preocupações com uso de Claude em armas autônomas letais sem supervisão humana e em operações de vigilância em massa de norte-americanos.
- Em 2025, a Anthropic assinou contrato de 200 milhões de dólares com o Pentágono para usar a tecnologia em sistemas militares.
- A decisão ocorre após derrota semelhante na década anterior em San Francisco, e o tribunal de apelação do circuito dominado por Washington informou que continuará analisando o caso em maio.
O Tribunal de Apelação do Circuito de Washington, D.C., rejeitou o pedido da Anthropic para suspender a designação da empresa como risco de cadeia de suprimentos feita pelo governo dos EUA. A decisão mantém a etiquetagem aplicada pelo governo federal.
O caso envolve a Anthropic, empresa de IA que desenvolve o chatbot Claude. A etiqueta impede que contratados que atuam com o Pentágono usem modelos da Anthropic em contratos do Departamento de Defesa. A medida foi anunciada em fevereiro, após a Anthropic se recusar a dar acesso irrestrito ao governo ao modelo.
Segundo a administração de Donald Trump, a restrição busca evitar uso indevido de Claude em armas autônomas letais sem supervisão humana e em ações de vigilância de cidadãos. A controvérsia envolve ainda preocupações de uso do chatbot em redes classificadas e laboratórios nucleares.
Em 2025, a Anthropic assinou um contrato de aproximadamente 200 milhões de dólares com o Pentágono para incorporar a tecnologia aos sistemas militares. O acordo impulsionou a implantação de Claude nas redes do governo, incluindo laboratórios nacionais, gerando desdobramentos de segurança e governança.
Antes, a Anthropic havia obtido uma vitória em outra ação, em São Francisco, forçando a administração a retirar a etiqueta. A empresa moveu duas ações, em São Francisco e em Washington, alegando retaliação administrativa. As ações citam possível retaliação ilegal.
Em março, o Departamento de Defesa apresentou argumentos sugerindo que a Anthropic poderia tentar desativar a tecnologia ou alterar o comportamento de seu modelo durante operações de guerra caso se sinta pressionada. A corte de apelação considerou não haver evidências suficientes para cancelar a designação até o momento.
O painel da Corte de Apelação não indicou necessidade imediata de revogar as medidas, pois o dano financeiro exato para a Anthropic não está claro. A corte deverá ouvir mais evidências do caso em maio. A decisão mantém as restrições vigentes até novo veredito.
A Anthropic afirmou à Associated Press que a corte reconhece a necessidade de resolução rápida das questões e confia que, no longo prazo, será reconheido que as designações de cadeia de suprimentos foram ilegais. A empresa ressaltou o compromisso com o andamento do litígio.
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