- O ministro do STF, André Mendonça, negou à CPI do Crime Organizado o compartilhamento de dados das investigações sobre o Banco Master S.A. e a morte de Luiz Phillipi Mourão.
- As informações baseiam-se na operação Compliance Zero e tramitam sob sigilo; o envio dos documentos foi considerado inviável no momento, porque diligências ainda estão em curso.
- Mendonça afirmou que enviar os documentos poderia comprometer as apurações, ainda que reconheça a relevância da CPI.
- Os requerimentos 211 e 237 buscavam acesso a dados sobre as atividades do Banco Master e às informações da morte de Mourão; as negativas foram formalizadas por dois ofícios do STF.
- Mourão, de 43 anos, era apontado pela PF como integrante do “núcleo de intimidação” de Vorcaro; a defesa confirmou a morte em seis de março após tentativa de suicídio.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, negou à CPI do Crime Organizado o compartilhamento de dados sobre o Banco Master e a morte de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário de Vorcaro. A informação está sob sigilo na operação Compliance Zero. A decisão foi comunicada por meio de dois ofícios enviados à comissão na terça-feira.
Mendonça afirmou que o envio de documentos está inviabilizado no momento, pois as diligências ainda estão em curso e o compartilhamento pode comprometer as investigações. O ministro ressaltou a relevância da CPI, mas manteve o veto ao acesso imediato aos dados.
Os requerimentos 211 e 237 solicitavam informações sobre dois eixos: as atividades do Banco Master no marco da operação e dados do processo que apura a morte de Mourão. A negativa foi formalizada em dois documentos do STF, com respostas idênticas, assinados pouco depois das 22h de terça.
Sicário de Vorcaro
Luiz Phillipi Mourão, de 43 anos, integrava o núcleo de intimidação de adversários de Vorcaro, segundo a Polícia Federal. A PF informou que Mourão tentou tirar a própria vida e estava sob custódia da corporação em Belo Horizonte, hospitalizado desde 4 de março.
A defesa do sicário confirmou a morte dele em 6 de março, após internação no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. A PF não detalhou as circunstâncias do ocorrido nem as razões do internamento e da autodefesa relatada pela corporação.
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