- Roberto Leme, conhecido como “Beto Louco”, entregou ao MP-SP os anexos da sua proposta de delação premiada ligada à operação Carbono Oculto.
- O acordo pode detalhar um esquema bilionário de fraudes fiscais e lavagem de dinheiro envolvendo setores como postos de combustíveis, padarias e fintechs, com infiltração de criminosos em atividades legais.
- Leme entregou dezenas de celulares e dados para embasar as informações e disse que pagaria milhões de reais como ressarcimento aos cofres públicos, objetivo considerado o maior entrave nas negociações.
- A proposta apresentada não envolve autoridades com foro privilegiado em Brasília, diferente de uma tentativa anterior que mencionava nomes do alto escalão político.
- Naquele episódio, a Procuradoria-Geral da República rejeitou a delação que citava o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, entre outros, em 2025; o empresário não confirmou envolvimento direto dele nos novos exercícios.
O empresário Roberto Leme, conhecido como “Beto Louco”, formalizou ao MP-SP a entrega dos anexos de sua delação premiada. A proposta está vinculada à operação Carbono Oculto, deflagrada em 2025 para apurar criminosos em setores formais como combustíveis, padarias e fintechs. O objetivo é detalhar fraudes fiscais e lavagem de dinheiro no Estado.
Na documentação, Leme afirma revelaçõs sobre a participação de servidores públicos e magistrados estaduais nas irregularidades. Para sustentar as informações, ele entregou dezenas de celulares que utilizava e dados de corroboração.
Outra etapa relevante é o compromisso de ressarcir aos cofres públicos milhões de reais. Esse ponto é visto como entrave importante nas tratativas da colaboração premiada.
Contexto anterior
A atual proposta não envolve autoridades com foro privilegiado em Brasília. Trata-se de uma mudança em relação a uma tentativa anterior da PGR, que rejeitou delação que citava nomes do alto escalão, entre eles o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Alcolumbre nega envolvimento.
Situação do acordo
Considerado foragido, Leme manteve contato com sua defesa para estruturar os anexos. A avaliação da viabilidade da delação ficará a cargo do procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa. A análise levará em conta a consistência das provas e a relevância para as investigações.
Próximos passos
A depender da avaliação, o MP-SP poderá dar continuidade às tratativas para formalizar o acordo. Enquanto isso, as informações já reunidas, especialmente os dados contidos nos celulares, serão alvo de verificação pelas autoridades.
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