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Exército prende três militares por suposta trama golpista

Exército prende três dos sete condenados pelo STF no núcleo quatro da trama golpista; dois permanecem foragidos e recursos foram rejeitados

Exército brasileiro - Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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  • O Exército prendeu três dos sete militares condenados pelo STF no núcleo 4 da trama golpista: Ângelo Martins Denicoli, Giancarlo Gomes Rodrigues e Guilherme Marques de Almeida, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes que autorizou a execução das penas após rejeição dos recursos.
  • Dois condenados do núcleo 4 continuam foragidos: Reginaldo Vieira de Abreu e Carlos César Moretzsohn Rocha.
  • Os demais dois integrantes do grupo já estavam presos: Ailton Moraes Barros e Marcelo Araújo Bormevet.
  • O núcleo 4, segundo a PGR, criaria uma “Abin paralela” para monitorar adversários, produzir desinformação e pressionar comandantes das Forças Armadas a aderirem a planos golpistas; houve também divulgação de relatório com informações falsas sobre supostas falhas nas urnas, usado por ações do PL.
  • As penas summárias variam de 7 anos e 6 meses a 17 anos; Ailton Moraes Barros (ex-major) recebeu 13 anos e 6 meses; Ângelo Denicoli, 17 anos; Carlos Moretzsohn Rocha, 7 anos e 6 meses; Giancarlo Rodrigues, 14 anos; Guilherme Almeida, 13 anos e 6 meses; Marcelo Araújo Bormevet, 14 anos e 6 meses; Reginaldo Vieira de Abreu, 15 anos e 6 meses. Crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

O Exército Brasileiro prendeu três dos sete militares condenados pelo STF no núcleo 4 da trama golpista. A detenção ocorreu após ordem do ministro Alexandre de Moraes, que autorizou o início da execução das penas após rejeição dos recursos das defesas.

Os presos são: Ângelo Martins Denicoli, major da reserva; Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente; e Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel. Dois condenados continuam foragidos: Reginaldo Vieira de Abreu, coronel, e Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal.

Dois membros do grupo já estavam presos: o major Ailton Gonçalves Moraes Barros e o policial federal Marcelo Araújo Bormevet. O núcleo 4 é acusado de criar uma espécie de “Abin paralela” para monitorar adversários e divulgar informações falsas.

Núcleo 4 e o esquema de desinformação

A denúncia aponta uma campanha de difamação contra comandantes das Forças Armadas em 2022, com objetivo de pressionar adesão a planos golpistas. Também haveria elaboração de um relatório com informações falsas sobre falhas nas urnas, usado pelo PL para questionar as eleições.

Julgamento e penas atribuídas

A Primeira Turma do STF condenou os sete réus, por maioria de 3 a 1, com o voto decisivo da ministra Cármen Lúcia. A penalidade reconhece organização criminosa armada e outros crimes contra a democracia, com impacto na polarização social.

As penas variam entre 7 anos e 6 meses e 17 anos de prisão, em regimes que vão de fechado a semiaberto, conforme each caso. A lista de condenados e respectivas penas é: Ailton Moraes Barros, 13 anos e 6 meses (fechado); Ângelo Denicoli, 17 anos (fechado); Carlos Moretzsohn Rocha, 7 anos 6 meses (semiaberto); Giancarlo Rodrigues, 14 anos (fechado); Guilherme Almeida, 13 anos 6 meses (fechado); Marcelo Araújo Bormevet, 14 anos e 6 meses (fechado); Reginaldo Vieira de Abreu, 15 anos e 6 meses (fechado).

Os réus respondem por organização criminosa armada, tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

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