- Em 9 de abril de 2026, milhares de povos indígenas marcharam em Brasília no 22º Acampamento Terra Livre, pedindo reconhecimento de territórios tradicionais antes das eleições de outubro.
- A marcha principal percorreu a Esplanada dos Ministérios em direção ao Congresso, enquanto um grupo menor se dirigiu ao Supremo Tribunal Federal.
- O encontro reuniu cerca de 7 mil participantes de mais de 200 organizações, entre 6 e 11 de abril, destacando o auge do evento.
- Líderes, como Marinete Tukano, pediram ações concretas e alertaram que demarcação tardia de terras expõe comunidades a riscos e debilita direitos constitucionais.
- Apesar de avanços recentes, muitas reivindicações seguem sem solução, com o Congresso discutindo medidas consideradas pelos povos indígenas como ameaça às proteções territoriais.
A marcha dos povos indígenas de Brasil avançou nesta quinta-feira, 9 de abril de 2026, em Brasília, no marco da 22ª Acampamento Livre da Terra. Cerca de 7 mil participantes de mais de 200 grupos buscaram reconhecimento de terras ancestrais antes das eleições de outubro. O percurso principal ocorreu na Esplanada dos Ministérios, em direção ao Congresso, enquanto um grupo menor se dirigiu ao Supremo Tribunal Federal.
A mobilização ocorre no auge do evento, que começou em 6 de abril e se estende até 11 de abril. A programação reuniu lideranças como Marinete Tukano e representantes de comunidades de diferentes regiões, com foco em acelerar a demarcação de territórios e assegurar direitos constitucionais.
A organização aponta que, apesar de avanços recentes, o atraso na demarcação deixa comunidades vulneráveis e gera insegurança jurídica. Entre 2023 e o fim de 2025, cerca de 20 territórios teriam sido reconhecidos, mas o restante do histórico atraso permanece significativo.
Contexto
Observa-se forte oposição de setores rurais e de mineração que defendem regras com menos proteção ambiental e territorial, sob ideias de flexibilizar marcos temporais para expansão de atividades em terras indígenas. Acompanham as negociações parlamentares, com propostas recentes recebendo críticas de organizações indígenas e de direitos humanos.
Apesar de avanços, muitos pedidos de demarcação seguem sem solução. O Congresso discute medidas que, segundo grupos indígenas, poderiam restringir garantias de proteção de terras e de direitos territoriais. A mobilização busca manter o debate público sobre o tema em cenário eleitoral.
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