- Keiko Fujimori, em entrevista à AFP, afirma que expulsará imigrantes irregulares e buscará estreitar relações com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
- Ela disse que pretende motivar os EUA a participarem mais ativamente da economia peruana e criar um corredor humanitário para venezuelanos retornarem à Venezuela.
- As eleições gerais no Peru ocorrem em meio a uma prolongada crise de governabilidade, com várias trocas de presidente desde 2000; Keiko disputa pela quarta vez.
- Entre os candidatos estão Rafael López Aliaga, Carlos Álvarez, Alfonso López Chau, Jorge Nieto, César Acuña e Roberto Sánchez.
- Desde 2016, o Peru registra instabilidade política com seis presidentes destituídos até 2026, refletindo a fragilidade do sistema político.
Keiko Fujimori, candidata à Presidência do Peru, disse à AFP que, caso eleita, pretende expulsar imigrantes irregulares e estreitar relações com os Estados Unidos. A entrevista ocorreu às vésperas das eleições gerais de 12 de abril de 2026.
A líder das pesquisas afirmou ainda que buscará motivar os EUA a atuar mais na economia peruana. Ela mencionou a criação de um corredor humanitário para venezuelanos retornarem à Venezuela, conforme apurado pela agência.
A eleição peruana acontece em meio a um cenário de instabilidade política, com frequentes mudanças de governo nos últimos anos e uma crônica crise de governabilidade. O pleito reúne candidatos de diferentes espectros.
Contexto político atual
Desde o fim do governo de Alberto Fujimori, o Peru acumula mudanças de presidente e crises institucionais. O período apresentou uma alternância entre governos de centro, esquerda e extrema direita, com instabilidade marcada por renúncias.
Entre 2016 e 2026, o Peru registrou seis presidentes destituídos, o que evidencia um ciclo de instabilidade que afeta a governabilidade e as reformas institucionais em curso.
Propostas e perspectivas
Além da pauta de imigração, Keiko Fujimori defende políticas de defesa e segurança pública com base no legado de seu pai, Alberto Fujimori, que governou o Peru entre 1990 e 2000. A candidata disputa a presidência pela quarta vez.
O pleito coloca em evidência o mapa de alianças e de forças políticas do país, com candidaturas de espectros diversos, incluindo centro, centro-direita e esquerda. A votação ocorre enquanto o Peru encara desafios econômicos e sociais.
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