- Dados do Datafolha mostram que 59% dos entrevistados defendem que Jair Bolsonaro permaneça em prisão domiciliar, contra 37% que desejam o retorno à Papudinha.
- Outros 5% não souberam responder; a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
- Bolsonaro estava cumprindo pena de 27 anos e 3 meses e foi internado em 13 de março com broncopneumonia; alta ocorreu em 27 de março e, antes disso, houve decisão de prisão domiciliar por noventa dias com tornozeleira.
- Contato com médicos é livre; visitas diárias de advogados precisam ser agendadas, filhos podem visitá-lo às quartas e aos sábados, mas não há outras visitas de aliados em casa.
- A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 137 cidades entre 7 e 9 de abril e foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-03770/2026.
O Datafolha divulgou neste domingo uma pesquisa que mostra 59% dos entrevistados defendem que Jair Bolsonaro permaneça em prisão domiciliar, enquanto 37% defendem o retorno à Papudinha, o 19º Batalhão da PM do Distrito Federal. Outros 5% não souberam responder. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Bolsonaro estava cumprimento de pena de 27 anos e 3 meses nos chamados processos do golpe, na Papudinha, quando foi internado em 13 de março com broncopneumonia bacteriana. Recebeu alta em 27 de março e, a pedido da defesa, Moraes autorizou a prisão domiciliar por 90 dias, com uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares. Médicos têm acesso livre ao ex-presidente, e visitas diárias dos advogados são permitidas mediante agendamento; os filhos podem visitá-lo às quartas e sábados. Não é permitida a visita de aliados políticos em casa, diferentemente do regime anterior.
A pesquisa aponta variações por idade, região, profissão e perfil político. Entre nordestinos é 48% a favor da prisão domiciliar; entre eleitores de centro, 53%; entre pessoas com mais de 60 anos, 61%. Entre eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) chega a 93% e entre bolsonaristas, 94%. Mesmo entre quem se identifica com Lula ou a esquerda, há parcela significativa favorável à manutenção da prisão domiciliar, com 28% entre petistas e 30% entre eleitores de Lula.
Metodologia
O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 137 cidades entre 7 e 9 de abril. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-03770/2026 e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O artigo não apresenta conclusão; os números refletem a visão dos entrevistados no período da coleta.
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