- Datafolha aponta que 59% dos brasileiros defendem prisão domiciliar de Jair Bolsonaro; 37% preferem que ele cumpra a pena em prisão; 5% não souberam responder.
- A pesquisa foi feita com 2.004 pessoas em 134 cidades, entre 7 e 9 de outubro.
- Entre eleitores de centro, 53% querem prisão domiciliar; entre bolsonaristas, 94% defendem a medida.
- Entre eleitores do PT, 68% acreditam que Bolsonaro deve retornar à prisão; 28% defendem prisão domiciliar.
- Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe; passou 125 dias em regime fechado e teve transferência para prisão domiciliar autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, com uso de tornozeleira.
O Datafolha divulgou neste domingo 12 uma pesquisa com 2.004 pessoas que mostra maioria favorável à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. O estudo aponta 59% defendendo o regime atual, enquanto 37% preferem que ele cumpra a pena em prisão, e 5% não souberam responder.
Entre os entrevistados, a preferência pela prisão domiciliar é alta entre bolsonaristas e eleitores de centro, além de boa parte dos apoiadores do PT. Entre os autodeclarados de centro, 53% apoiam a continuidade da domiciliar, 41% querem prisão em regime fechado e 6% não souberam responder.
A pesquisa foi realizada em 134 cidades entre 7 e 9 de dezembro. Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por planejamento de golpe após as eleições de 2022, com 125 dias cumpridos em regime fechado.
Após a condenação, Bolsonaro passou por prisão na Superintendência da PF e no Complexo da Papuda, em Brasília, com internações hospitalares por broncopneumonia. Em 27 de março, recebeu alta e retornou ao regime domiciliar, autorizado pelo STF, que também determinou o uso de tornozeleira eletrônica.
Inicialmente, a mudança para a prisão domiciliar ocorreu entre agosto e novembro de 2025, após descumprimento de medidas cautelares. A transferência ocorreu após tentativa de remover a tornozeleira com ferramental, segundo apuração da PF, e houve variação de regime por questões de segurança.
Entre na conversa da comunidade