- Mourão rejeita a indicação de Jorge Messias ao STF e afirma que votará contra, citando falta de conduta ilibada e de notório saber jurídico, além de apontar militância política a favor do PT.
- Ele disse não aceitar diálogo com Messias e que o parlamentar não conseguiria convencê-lo, ressaltando que ele deveria ter recusado a nomeação.
- Em entrevista ao R7, Mourão demonstrou otimismo com a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto e citou a necessidade de equilíbrio na direita.
- O ex-vice-presidente destacou temas a serem discutidos no Congresso, como reforma política, reforma do Código Eleitoral e a revisão do Código Civil, além de criticar a atuação da direita em redes.
- Sobre o cenário econômico, Mourão afirmou que haverá ajuste das contas públicas em 2027, com atenção a dívida, inflação e juros, e comentou o pacote do governo para moderar preços de combustíveis.
Hamilton Mourão rejeita Messias para o STF e afirma que votará contra a indicação para ocupar a vaga de Luís Roberto Barroso. Em entrevista ao R7, o senador atribuiu ao atual advogado-geral da União a falta de condições para o cargo. Disse que Messias deveria ter recusado a nomeação.
O ex-vice-presidente do Brasil também comentou que não pretende dialogar com Messias e não acredita que o governo consiga convencê-lo de seu apoio. Alegou que Messias demonstra militância política em favor do PT, o que, na visão dele, compromete a imparcialidade necessária ao STF.
Mourão avaliou ainda o papel da sabatina, defendendo um processo mais amplo e duradouro do que uma sessão única na CCJ. Afirmou que, na prática, a sabatina brasileira tem sido mecânica e sugeriu compará-la a métodos de outros países.
Além da indicação, o senador falou sobre o cenário da direita, o apoio de Flávio Bolsonaro ao Planalto e o número de senadores para 2027. Disse enxergar chances de oposição defender um nome à presidência do Senado, dependendo do desempenho eleitoral.
Na entrevista, Mourão também abordou reformas em pauta no Congresso, como política e Código Eleitoral, além de críticas à condução da CPI do Crime Organizado. Segundo ele, o cronograma atual é insuficiente para fiscalizar irregularidades com eficácia.
Sobre as eleições de 2026 e o Rio Grande do Sul, o ex-vice-presidente mencionou Zucco como candidato ao governo pelo Republicanos. Indicou que a disputa presidencial tende a ficar entre Flávio Bolsonaro e Lula, com ironias sobre o impacto de alianças regionais.
Questionado sobre o pacote de freios aos combustíveis, Mourão avaliou que medidas do Planalto enfrentam dificuldades para responder a choques externos. Criticou a percepção de efeitos rápidos e ressaltou a necessidade de planejamento orçamentário mais estável.
Por fim, o ex-vice-presidente comentou o julgamento no STM envolvendo Bolsonaro e oficiais, destacando que se trata de uma avaliação de honra militar. Rechacou a ideia de que o caso tenha relação com acusações anteriores apresentadas pela Suprema Corte.
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