- Mourão diz que as brigas pela internet entre nomes da direita não ajudam e defende conversa pessoa a pessoa.
- Ele cita o atrito entre Nikolas Ferreira e Eduardo Bolsonaro como exemplo de atrito público.
- O senador sugeriu que, em vez de mensagens em redes, as discussões sejam resolvidas por contato direto por telefone.
- Mourão afirma que Eduardo vive um “tormento pessoal”, com exílio nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, afastamento da Câmara por 122 dias e perda de mandato em dezembro de 2025 por não comparecer a um terço das sessões.
- O ex-vice de Bolsonaro também aponta afastamento na Polícia Federal, prisão de Jair Bolsonaro e a condenação de Eduardo pelo STF por coação, ressaltando que a maior perda é a candidatura ao Senado por São Paulo.
O senador Hamilton Mourão avalia que as brigas entre nomes relevantes da direita nas redes sociais não produzem resultados. Em entrevista ao R7, ele afirmou que a disputa online é a pior forma de embate.
Mourão mencionou especificamente o atrito entre o deputado Nikolas Ferreira, do PL de Minas, e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Segundo ele, a melhor saída é conversar pessoalmente para tratar de posicionamentos.
Para o ex-vice de Jair Bolsonaro, Eduardo vive um momento de pressão política. Ele se exilou nos Estados Unidos em fevereiro de 2025 após alegar perseguição, e hoje está licenciado da Câmara por 122 dias.
O senador aponta outros fatores que ampliam a tensão no cenário, como o afastamento de Eduardo de funções na Polícia Federal do Rio de Janeiro, em fevereiro deste ano, e a prisão do pai, Jair Bolsonaro, por casos ligados a ações para articular punições a autoridades.
Mourão afirma que o STF tornou Eduardo réu em relação à coação no curso do processo, por suposta tentativa de influenciar o julgamento do pai. Para ele, a maior perda é a candidatura ao Senado por São Paulo, que seria estratégica para a direita.
Contexto e desdobramentos
A situação eleitoral de 2026 é citada como pano de fundo para o desgaste interno. Mourão indica que o espaço ganho por adversários de direita em São Paulo pode dificultar a vitória de candidaturas-chave, reforçando a necessidade de união interna.
Ainda segundo o senador, a prioridade deve ser o diálogo direto entre líderes, evitando embates públicos que alimentam a percepção de cisão. A condução das negociações, conforme ele, é essencial para manter o bloco coeso.
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