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Projeto que altera seguro-defeso volta à Câmara após Senado

Senado aprova mudanças no cadastro do seguro-defeso, endurece sanções e devolve a matéria à Câmara para nova análise

Texto gerou grande debate entre Governo e Oposição, que chegaram a acordo para votação
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  • O Senado aprovou o Projeto de Lei de Conversão que substitui a MP 1.323/2025, com ressalvas, e ele retorna à Câmara para nova análise.
  • Mudanças incluíram obrigatoriedade de contribuição ao INSS por pelo menos seis meses no ano anterior e mudanças nas regras de renda para acesso ao benefício.
  • O texto retirou pagamento retroativo de benefícios relativos ao defeso de 2025 e ampliou restrições para entidades parceiras requerentes.
  • Houve acordo entre governo, relator e oposição; mudanças visam punir fraudes sem prejudicar pescadores honestos.
  • Também prorrogou até 31 de dezembro de 2026 a apresentação do Reap para 2021–2025, ampliou o acesso ao Pronaf e criou sanções mais duras, com autenticação de dois fatores a partir de 1º de novembro de 2026.

O Senado aprovou, na quinta-feira (8 abr 2026), o projeto que altera regras do seguro-defeso e determina novas condições de cadastro para evitar fraudes. O texto autoriza a quitação de parcelas pendentes em 2026, desde que o beneficiário cumpra os requisitos legais. A matéria volta agora à Câmara.

A mudança ocorreu após acordo entre governo, relator e oposição. O objetivo é equilibrar punições contra fraudes e manter direitos de pescadores honestos. A versão final foi elaborada após audiências públicas em Brasília e debates regionais.

Alterações aprovadas

Entre as mudanças, houve a exigência de comprovação de contribuição ao INSS de pelo menos 6 meses num período de 12 meses. A Câmara não previa essa previsão no texto original. Também houve ajuste no limite de renda para acesso ao benefício e retirada da previsão de pagamentos retroativos de 2025.

A regulamentação também retirou a possibilidade de entidades parceiras receber requerimento de habilitação e documentos dos pescadores artesanais. O Senado destacou que o texto busca maior controle sem prejudicar pescadores regulares.

Prazo e sanções

O texto prorrogou para 31 de dezembro de 2026 o prazo para pescadores apresentarem o Reap referente a 2021 a 2025. Em 2026, somente o Reap de 2025 será exigido para manutenção do seguro.

O projeto mantém foco em ampliar acesso a Pronaf para pescadores habilitados, com condições semelhantes às de programas de reforma agrária. Além disso, aumenta penalidades para fraudes, de três para cinco anos de suspensão do registro, com o dobro para reincidência.

Segurança digital

A partir de 1º de novembro de 2026, o acesso aos sistemas do MPA e do Ministério do Trabalho exigirá autenticação de dois fatores. Essa medida visa reforçar a segurança no controle do seguro-defeso.

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