O ex-deputado federal e ex-diretor-geral da ABIN Alexandre Ramagem foi preso nesta segunda-feira (13) nos Estados Unidos pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), segundo informação confirmada pela Polícia Federal à GloboNews. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por organização criminosa, abolição violenta do Estado […]
O ex-deputado federal e ex-diretor-geral da ABIN Alexandre Ramagem foi preso nesta segunda-feira (13) nos Estados Unidos pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), segundo informação confirmada pela Polícia Federal à GloboNews.
Condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado, ele estava foragido desde setembro de 2025, quando deixou o Brasil de forma clandestina antes do término do julgamento. A prisão ocorreu em Orlando, na Flórida, por questões migratórias.
De acordo com a Polícia Federal, Ramagem saiu do Brasil pela fronteira com a Guiana, em Bonfim (RR), sem passar por posto de controle migratório.
A investigação apontou que, após chegar a Roraima, ele seguiu de carro, cruzou a fronteira e depois embarcou na Guiana com destino aos Estados Unidos.
Há registro de que ele chegou a Miami em 11 de setembro e que ele entrou no país usando passaporte diplomático, mesmo com determinação para o cancelamento do documento.
Extradição e sanções
Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição de Ramagem havia sido oficialmente encaminhado ao governo dos Estados Unidos. [
A documentação foi enviada pela Embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado norte-americano em 30 de dezembro de 2025.
O ministro Alexandre de Moraes também determinou a inclusão do nome do ex-deputado na lista de difusão da Interpol. Aliados de Ramagem afirmavam que ele pretendia solicitar asilo político nos Estados Unidos.
Após a cassação do mandato, a Câmara dos Deputados cancelou o passaporte diplomático de Ramagem e, por determinação do STF, bloqueou seus vencimentos parlamentares.
Em 5 de fevereiro, ele foi interrogado por videoconferência pelo STF sobre os crimes de dano qualificado e deterioração de patrimônio público no contexto dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
A ação penal, que havia sido suspensa em razão do foro privilegiado e por decisão da Câmara, foi retomada após a perda do mandato.
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