- A CPI do Crime Organizado encerra nesta semana quatro meses de atividades; a prorrogação de mais sessenta dias foi negada, com fim previsto nesta terça-feira (14) e sem ouvir mais de noventa convocações ou convites aprovados.
- Levantamento da CNN, com base nos requerimentos aprovados, aponta que a comissão autorizou ao menos cem e dez oitivas nominalmente, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal, governadores e autoridades de Segurança Pública.
- Desde a instalação, a CPI realizou oitivas de dezoito pessoas; na próxima semana está marcada a oitiva do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, além da leitura e deliberação do relatório final.
- Em fevereiro, a CPI aprovou convites aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do STF, e ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; os ministros não compareceram.
- A intenção de ouvir governadores não se confirmou: apenas o governador Jorginho Mello (Santa Catarina) participou; o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, negou a prorrogação por razões eleitorais.
A CPI do Crime Organizado encerra os trabalhos nesta semana, após quatro meses de atuação. O colegiado, que havia pressionado pela prorrogação por mais 60 dias, finaliza as atividades nesta terça-feira (14) sem ouvir mais de 90 convocações ou convites aprovados.
Levantamento da CNN, com base nos requerimentos aprovados pela comissão, aponta que ao menos 110 pessoas foram listadas nominalmente para oitiva. Entre os nomes estão ministros do STF, governadores e referências na área de Segurança Pública.
Desde a instalação, a CPI realizou oitiva de 18 pessoas. Na próxima semana, já está marcada a oitiva do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, além da leitura e deliberação do relatório final.
Em fevereiro, a CPI aprovou convites aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do STF, e ao presidente do BC, Gabriel Galípolo. Os ministros não compareceram; o chefe da autoridade monetária foi ouvido na semana passada.
A comissão insistiu, sem sucesso, na oitiva do ex-presidente do BC Roberto Campos Neto e do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB). Ambos foram convocados, mas não compareceram após pedidos de habeas corpus concedidos.
O objetivo inicial era ouvir ao menos 11 governadores e seus secretários de Segurança Pública, mas apenas Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, participou de audiências. A meta era mapear a atuação do crime organizado nos estados e as ações de combate.
A cúpula da CPI pressionou o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, pela prorrogação dos trabalhos. O presidente do Senado negou a extensão por entender que o período eleitoral demandava cautela.
Entre na conversa da comunidade