- A neta de Lula, Bia Lula, publicou no Instagram um vídeo criado com inteligência artificial que ironiza Flávio Bolsonaro, associando-o à “dança da rachadinha”.
- O conteúdo faz referência ao caso das rachadinhas, envolvendo repasses de salários no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, cuja denúncia foi arquivada em 2022.
- Flávio Bolsonaro tem feito danças em eventos de pré-campanha, usado como marca de imagem do senador em lançamentos recentes.
- O PT cita o caso das rachadinhas na estratégia para reduzir a dificuldade de Flávio em pesquisas, associando-o a um legado “autoritário e antipopular”.
- Pesquisas de levantamento divulgado indicam cenário próximo de empate técnico em eventual disputa de segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula; no primeiro turno, Lula tem vantagem de 40,4% a 37,0%, respectivamente.
Bia Lula, neta do presidente Lula, publicou no Instagram um vídeo criado com inteligência artificial que ironiza Flávio Bolsonaro, adversário potencial em uma disputa presidencial. A peça cita a chamada dança da rachadinha, associando o senador ao caso envolvendo o antigo gabinete na Alerj.
O material foi divulgado no domingo 12 de abril de 2026. A legenda diz que a coreografia é da rachadinha e classifica a cena como trends da extrema direita. O vídeo faz referência ao inquérito envolvendo repasses de salários na Alerj e o ex-assessor Fabrício Queiroz, hoje arquivado.
Flávio Bolsonaro tem usado danças em eventos de pré-campanha. No 11 de abril de 2026, ele dançou em Porto Alegre durante a campanha, repetindo a estratégia que já utilizou em lançamentos de outras candidaturas e filiações. A tática busca suavizar a imagem pública.
Contexto político
O PT citou o caso das rachadinhas como parte da estratégia para reduzir o espaço eleitoral de Flávio. A executiva nacional da sigla elevou o tom em 17 de março de 2026, associando o senador ao legado do bolsonarismo e descrevendo-o como parte de um projeto autoritário.
A resolução também conecta o caso do Banco Master a Bolsonaro e ao ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ampliando o viés crítico em relação ao governo. O objetivo é apresentar Flávio como figura central de ataques ao eleitorado de esquerda.
Além das ações comunicacionais, o PT mantém a argumentação sobre o risco de continuidade de políticas associadas a Flávio e ao núcleo bolsonarista, em meio a um cenário de acirrada competição eleitoral.
Pesquisas eleitorais
Um levantamento do Meio/Ideia divulgado mostrou 8 de abril de 2026 que Flávio Bolsonaro aparece com 45,8% das intenções de voto, contra 45,5% de Lula, em cenário de segundo turno. O empate técnico ocorre dentro da margem de erro.
No primeiro turno, Lula tem 40,4% e Flávio 37,0%. A diferença fica dentro do intervalo de erro, mantendo o pleito entre os dois concorrentes. Outros candidatos aparecem com fatias menores, mas relevantes para o cenário.
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