- CPI do Crime Organizado rejeitou o parecer do relator, por seis votos a quatro, fortalecendo a base governista.
- O relatório pedia o indiciamento de três ministros do STF — Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes — e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por crime de responsabilidade relacionado ao caso Banco Master.
- Horas antes da leitura final, líderes trocaram integrantes do colegiado, aumentando a influência do PT no resultado.
- Saíram Sérgio Moro e Marcos do Val; entraram Teresa Leitão e Beto Faro; mudanças também nas titularidades de Marcos Rogério e Soraya Thronicke.
- Os ministros do STF contestaram o indiciamento: Gilmar Mendes disse que não há base legal e Flávio Dino defendeu o STF, afirmando que a CPI deve apurar o crime organizado sem desvirtuar suas atribuições.
Na noite desta terça-feira (14.4.2026), a CPI do Crime Organizado rejeitou o parecer do relator Alessandro Vieira (MDB-SE) por 6 votos a 4, consolidando uma vitória da base governista. O relatório defendia o indiciamento de ministros do STF e do procurador-geral da República.
O texto apontava responsabilidade de Moraes, Toffoli, Mendes e Paulo Gonet em possível crime de responsabilidade ligados ao caso do Banco Master, criado por Daniel Vorcaro. O caso Master ficou entre os principais eixos do relatório.
Horas antes da leitura final, a composição da CPI foi alterada por líderes de partidos. O ajuste reforçou o peso do PT, que indicou Teresa Leitão e Beto Faro para o grupo. A mudança ocorreu em meio a críticas sobre interferência política.
Alterações na composição da CPI
Saíram Sérgio Moro e Marcos do Val; entraram Teresa Leitão e Beto Faro, ambos do PT. Além disso, Marcos Rogério substituiu Wellington Fagundes como titular, e Soraya Thronicke entrou no lugar de Jorge Kajuru. As mudanças seguiram regras internas do Congresso.
O relator Alessandro Vieira descreveu o caso Master como complexo, destacando que as investigações já contam com atuação da Polícia Federal. A leitura do relatório reitera o foco na condução do caso e na eventual responsabilização de autoridades.
Reação de ministros e críticas ao relatório
Gilmar Mendes contestou o indiciamento de magistrados, afirmando que a medida não tem base legal e desvia funções da CPI. Segundo Mendes, cabe à Polícia instaurar apuração, não à comissão, e o uso da CPI para fins políticos prejudica a credibilidade do instrumento.
Flávio Dino, que não teve indiciamento pedido, defendeu o STF e criticou a responsabilização de decisões judiciais. Ele destacou que investigar o crime organizado não deve ser usado para criminalizar decisões judiciais.
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