- O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, negou que haja intervenção estadual em Cabedelo após o afastamento do prefeito interino Edvaldo Neto, investigado por financiar organizações criminosas.
- Ele disse que qualquer decisão precisa ser discutida com outros órgãos, como o Ministério Público da Paraíba e o Tribunal de Justiça da Paraíba.
- A declaração foi feita durante entrevista ao Correio Debate da 98FM; o governo afirma que continuará combatendo o crime organizado e vai inaugurar, ainda neste mês, uma sede central do grupo de operações que atua no assunto.
- A Operação Cítrico, deflagrada na manhã de terça-feira, cumpriu 21 mandados de busca e apreensão e afastou o prefeito e outros servidores.
- As investigações indicam que a organização criminosa movimentou cerca de R$ 270 milhões em contratos fraudulentos.
O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), afirmou que a possibilidade de intervenção estadual em Cabedelo não está em discussão. A declaração veio após o afastamento do prefeito interino Edvaldo Neto, investigado por suposta participação em financiamento de organizações criminosas no município.
Ribeiro disse, em entrevista à Rádio Correio Debate da 98FM, que qualquer decisão envolvendo o município precisa ser discutida entre os poderes e o Ministério Público da Paraíba. Ele destacou a gravidade das acusações e a continuidade da ação do estado contra o crime organizado.
O chefe do Executivo estadual também ressaltou que a Polícia Civil tem atuado de forma firme no combate ao crime organizado na Paraíba. Ele anunciou a futura inauguração de uma sede central do grupo de operações que atua no tema.
Operação Cítrico
Deflagrada na manhã da última terça-feira (14), a operação cumpriu 21 mandados de busca e apreensão e medidas cautelares contra investigados de participação em organização criminosa. O foco é fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de facção criminosa.
Entre os afastados pela operação, constou o atual prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto, eleito no último domingo (12) em eleições suplementares. Também houve afastamentos de outros servidores públicos ligados aos desvios.
As autoridades apontam que o grupo investigado movimentou cerca de R$ 270 milhões em contratos fraudulentos, conforme apurações preliminares. O desfecho dos procedimentos segue sob investigação das autoridades competentes.
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