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Alckmin atribui ao GDF irregularidades do BRB

Alckmin aponta DF como origem de irregularidades no BRB, após prisão do ex-presidente Paulo Henrique Costa; Guimarães é contra socorro federal

Alckmin falou sobre o BRB em conversa com jornalistas, no Palácio do Planalto - (crédito: Francisco Artur de Lima/CB)
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  • O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, disse que irregularidades na tentativa de compra do BRB teriam relação com o governo do Distrito Federal, responsável pela capitalização do banco.
  • O ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, foi preso pela Polícia Federal, em operação relacionada a favorecer o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
  • A PF afirma que houve favorecimento do Banco Master em operações com o BRB; o Master foi liquidado pelo Banco Central, e o BRB adquiriu ativos do banco por mais de R$ 30 milhões.
  • O ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais, é contra qualquer socorro federal ao BRB; posição compartilhada pela equipe da Fazenda.
  • A avaliação é de que a crise deve ser conduzida pelo governo do Distrito Federal, sem federalização do BRB.

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), atribuiu ao governo do Distrito Federal a responsabilidade por supostas irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A afirmação ocorreu em conversa com jornalistas no Palácio do Planalto.

Alckmin mencionou que o banco é estadual e que a capitalização depende do governo local, destacando a necessidade de ouvir o governo do DF antes de encaminhar soluções. A declaração foi dada após a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

Paulo Henrique Costa foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (16/4). Segundo a PF, ele atuou para favorecer o Banco Master, pertencente ao banqueiro Daniel Vorcaro, em operações fraudulentas com o BRB. O Master foi liquidado pelo Banco Central no ano passado.

Oposição federal à intervenção no BRB

O ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), afirmou ser contrário à possibilidade de socorrer o BRB com recursos federais. Ele destacou que não apoia o socorro ao banco estadual.

O Ministério da Fazenda também sinalizou resistência a medidas como a federalização do BRB. Integrantes da equipe econômica defenderam que a gestão da crise permaneça sob o GDF, sem transferência de controle para o governo federal.

Geraldo Alckmin substitui o presidente Lula, que participa de uma comitiva na Europa. A atuação do governo federal ocorre em meio a investigações da PF envolvendo o BRB e o Master, e a avaliação pública sobre medidas de apoio ao banco.

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