- Mensagem de Paulo Henrique Costa a Daniel Vorcaro sugere que ele e a esposa visitariam um dos seis imóveis de luxo pagos como propina.
- Costa foi preso na quarta fase da Operação Compliance Zero; PF cumpriu dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo.
- A investigação aponta que foram repassados R$ 140 milhões em propina por meio da transferência de seis imóveis de luxo, atribuídos por Vorcaro ao BRB na venda do Master.
- O advogado Daniel Monteiro, citado como arquiteto jurídico de Vorcaro, também teve mandado de prisão cumprido por suspeita de montagem da estrutura de lavagem de dinheiro.
- A defesa de Costa disse que a prisão é desnecessária; a investigação envolve crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Uma mensagem de texto mostra que o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, pediu a visita de sua esposa a imóveis supostamente pagos como propina por meio de uma negociação envolvendo o Banco Master. A comunicação integra a decisão do STF que autorizou a prisão dele nesta quinta-feira.
Costa foi preso durante a 4ª fase da Operação Compliance Zero. A PF cumpriu dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo. A instituição investiga crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A mensagem enviada a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, citava a intenção de mostrar o apartamento à esposa do ex-presidente. O trecho indica a possibilidade de envio de contrato e a presença dos dois no Rio de Janeiro, com visitas já planejadas para o dia 01/03.
Envolvidos e contexto
Entre os investigados estão Paulo Henrique Costa, Daniel Vorcaro e Daniel Monteiro, advogado ligado ao Master. Monteiro foi alvo de mandado de prisão por suspeita de estruturar a lavagem de dinheiro para Costa.
A investigação aponta que Costa recebeu cerca de R$ 140 milhões de propina por meio da transferência de seis imóveis de luxo. Os imóveis teriam sido usados para repassar os valores ligados à venda do Master ao BRB. A defesa de Costa não comenta oficialmente o caso.
O processo envolve ainda a atuação do advogado Monteiro, apontado como articulador da suposta operação de lavagem. A primeira fase da Compliance Zero já havia afastado Costa do comando do BRB no ano passado.
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