- O ministro José Guimarães afirmou que é possível discutir um período de transição para o fim da escala 6×1, mas rejeita desoneração como compensação.
- Ele disse que a decisão sobre a transição cabe ao Congresso e criticou a ideia de renunciar a quase um trilhão de reais.
- A posição de Guimarães diverge da do ministro Guilherme Boulos, que defende a redução da jornada sem transição e sem desoneração.
- No Congresso, o Centrão discute um acordo para aprovar o fim da escala 6×1 em troca de um período de transição de até cinco anos.
- Sobre a regulação de trabalhadores de aplicativos, Guimarães afirmou que a votação ficará para depois das eleições, sustento da decisão porque o custo político recairia sobre o governo.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que é possível discutir um período de transição para o fim da escala 6×1, mas rejeitou a desoneração de empresas como compensação. A fala ocorreu nesta quinta-feira, em Brasília, durante entrevista coletiva.
Guimarães disse que a transição pode ser debatida, mas o Congresso é quem vai decidir o tempo. Ele ressaltou que o país não suporta reduzir a arrecadação em quase um trilhão de reais para manter a medida.
O ministro recebeu o posicionamento de contraponto do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, que defende a redução da jornada sem transição e sem desoneração. A ideia é avançar de forma direta.
Nesta sexta-feira, Guimarães se reunirá com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para tratar do tema. A reunião ocorre em meio a articulações do Centrão sobre um acordo com o governo.
Regulação de trabalhadores de apps
Guimarães também disse que a votação do projeto de lei que regula a atividade de trabalhadores de aplicativos deve ficar para depois das eleições. O motivo, segundo ele, foi o ônus político para o governo.
Ele explicou que as plataformas, os entregadores e os restaurantes parceiros teriam responsabilidades distintas, com a conta recaiando sobre o governo. A decisão foi tomada após consultas dos agentes envolvidos.
O projeto tramita na Câmara, onde líderes de centro e da base aliada refletem sobre a prioridade da proposta de emenda à Constituição. O governo já havia enviado um projeto de lei com urgência constitucional, mas a comissão optou por manter a PEC em pauta.
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