Em Alta NotíciasPessoasConflitosAcontecimentos internacionaisPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Congresso discute inclusão de injeção semestral de HIV no SUS

Congresso avalia incorporação de lenacapavir ao SUS; MSF defende licenciamento compulsório para ampliar acesso, diante de custo e patentes

Diferente da PrEP oral, que deve ser consumida diariamente, o lenacapavir só precisa ser aplicado 2 vezes ao ano
0:00
Carregando...
0:00
  • A Câmara dos Deputados discutiu a possível incorporação do lenacapavir, medicamento injetável para prevenção do HIV, ao SUS, com aplicação apenas duas vezes por ano.
  • A MSF defende medidas legais para garantir o acesso da população, incluindo o licenciamento compulsório em situação de interesse público.
  • O licenciamento compulsório permitiria a produção de versões genéricas sem a autorização do detentor da patente, diante de obstáculos de custo e regras de patente.
  • O lenacapavir se diferencia da PrEP oral por exigir aplicação semestral, o que pode favorecer a adesão; estudos indicam alta eficácia na prevenção.
  • A Gilead, titular da patente, fechou acordos de produção de genéricos em cerca de cento e quinze países, mas o Brasil ficou de fora, mesmo o país tendo participado de estudos clínicos. A análise sobre incorporação segue no Ministério da Saúde e em reguladores.

O Congresso Nacional discutiu nesta semana a possível incorporação do lenacapavir, medicamento injetável para prevenção do HIV, ao SUS. A ideia é reduzir a frequência de uso para duas aplicações por ano, diferente da PrEP oral diária. O tema ganhou destaque em audiência pública.

A discussão envolve o Ministério da Saúde e órgãos reguladores. A proposta enfrenta entraves relacionados ao alto custo e às regras de patente. O debate ocorre em meio a estratégias de acesso a novas opções de prevenção.

A organização Médicos Sem Fronteiras defende medidas legais para ampliar o acesso, incluindo o licenciamento compulsório. Regra prevista em lei, o instrumento autoriza a produção de versões genéricas sem autorização do detentor da patente.

O lenacapavir se diferencia pela aplicação semestral, o que pode melhorar a adesão. Estudos apontam alta eficácia na prevenção da infecção pelo HIV, com vantagens logísticas em relação a tratamentos diários.

A Gilead, detentora da patente, firmou acordos para produção de genéricos em cerca de 120 países, mas não incluiu o Brasil nesses acordos. O país participou de estudos clínicos que embasaram a aprovação do medicamento.

A análise sobre a incorporação deverá avançar no Ministério da Saúde e em demais órgãos reguladores. A decisão final depende de avaliação de custo, impacto orçamentário e parâmetros de acesso da população.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais