Em Alta NotíciasPessoasConflitosAcontecimentos internacionaisPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Assédio online silencia mulheres em escala alarmante, crise democrática

Abuso online silencia mulheres na política em escala global, colocando a participação democrática em risco e revelando falhas legais e de fiscalização

Susan Kihika is sworn into office as governor of Nakuru county, Kenya. She was later subjected to a campaign of online abuse.
0:00
Carregando...
0:00
  • Susan Kihika, governadora de Nakuru, sofreu abuso online após ter gêmeos e tirar licença-maternidade nos EUA, com acusações de abandono do país e cidadania dupla.
  • A coalizão feminista Kewopa aponta que 56% das candidatas mulheres enfrentaram violência online nas eleições de 2022 no Quênia, contra 35% dos candidatos homens.
  • Estudo global mostra que 38% das mulheres já sofreram violência de gênero facilitada pela tecnologia; 85% já vivenciaram ou testemunharam o fenómeno.
  • Em 2024, desinformação de gênero, deepfakes e doxing aumentaram durante campanhas, com 42% das políticas mulheres na União Africana recebendo ameaças como morte, estupro ou sequestro.
  • Conclusão: leis isoladamente não bastam; é preciso aplicação eficaz, educação digital, cooperação internacional e parcerias com empresas de tecnologia para proteger mulheres e fortalecer democracias.

Susan Kihika, governadora de Nakuru, no Quênia, viveu uma escalada de violência online após dar à luz gêmeos. Em março do ano passado, ela foi alvo de ataques e difamações por ter tirado a licença-maternidade nos EUA, alegando gravidez de risco. A cobrança by Twitter se tornou um escrutínio público sobre sua vida pessoal.

O debate internalizou-se: Kihika enfrentou críticas de que abandonou o país e que possui dupla cidadania. O vice-governador, David Kones, e a associação de mulheres parlamentares do Quênia reagiram, defendendo-a, mas o assédio continuou, tanto online quanto presencial, incluindo pedidos de afastamento.

O caso não é isolado. Grupos femininos reportaram ameaças e assédio durante a campanha de 2022, com a plataforma Facebook destacando que 56% das candidatas enfrentaram violência online, ante 35% dos candidatos homens. Dados indicam padrões de sexualização e difamação.

Violência digital em escala global

Estudos apontam que 38% das mulheres já sofreram violência de gênero facilitada por tecnologia; 85% já vivenciaram ou testemunharam alguma forma. Mulheres em cargos públicos sofrem ataques ao seu estado civil, vida pessoal e integridade.

Em 2024, ano de eleição em muitas regiões, houve alta de desinformação de gênero, deepfakes e divulgação de imagens sem consentimento. Entre as instituições africanas, 42% das parlamentares receberam ameaças de morte, estupro ou rapto.

A weaponização da tecnologia não é apenas questão particular; representa uma ameaça democrática. Quando mulheres reduzem participação pública por segurança, a representatividade fica comprometida e modelos femininos de liderança diminuem.

Medidas e caminhos

Especialistas apontam que leis não bastam; é preciso aplicação eficaz, com equipes capacitadas em novas tecnologias. Governos devem agir de forma proativa, fortalecendo marcos regulatórios, investindo em pesquisa e ampliando alfabetização digital.

Parcerias com empresas de tecnologia devem priorizar direitos humanos e a integridade de processos democráticos. Dados de organizações internacionais indicam necessidade de proteger mulheres em espaços digitais sem temor de retaliação.

A narrativa sugere que espaços digitais refletem misoginia arraigada na sociedade. A proteção de mulheres na internet, bem como o fortalecimento da participação feminina, é essencial para democracias mais plurais e saudáveis.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais