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Lula e Alcolumbre se reaproximam; Congresso aponta contenção de atritos

Lula e Alcolumbre reaproximam-se; Senado avança sabatina de Messias, sinalizando contenção de atritos com o governo diante do STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em cerimônia no Palácio do Planalto
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  • Lula e Davi Alcolumbre se reaproximam, sinalizando contenção de atritos entre governo e Congresso em meio a tensão com o STF.
  • Alcolumbre deu início à tramitação da indicação de Jorge Messias ao STF e marcou sabatina para o dia 28 de abril.
  • No mesmo dia, o Congresso marcou sessão para discutir veto à redução de penas no processo da trama golpista, com expectativa de derrubada.
  • A reaprovação ficou evidente durante a posse do ministro José Guimarães; Alcolumbre elogio o diálogo e citou Gleisi Hoffmann, ex-responsável pela relação com o Congresso.
  • Governo e Senado também atuaram juntos em CPI do Crime Organizado, derrotando relatório que pedia indiciamento de ministros do STF, o que evitou desgaste maior.

Na semana em que a tensão entre o STF e o Legislativo ganhou destaques, Lula e o Congresso deram sinais de melhoria na relação. O clima de afastamento entre o presidente e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, começou a se modificar com movimentos estratégicos de ambos os lados.

Lula enviou apenas no dia 1º a formalização da indicação de Jorge Messias para vaga no STF, projeto que já estava em curso há mais de quatro meses. O atraso gerou apreensão entre aliados de Lula e de Alcolumbre, que temiam um esfriamento maior do processo.

Alcolumbre deu início à tramitação da indicação e marcou a sabatina para o dia 28. A decisão ocorreu no mesmo dia em que o senador definiu um movimento político para a pauta de veto presidencial sobre redução de penas no âmbito de ações envolvendo o governo.

Reaproximação entre Executivo e Legislativo

A aproximação ficou evidente na terça-feira, 14, durante a posse do ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais. O encontro entre Lula e Alcolumbre ocorreu de forma discreta, com cochichos durante o evento e elogios mútuos ao diálogo político.

No discurso do evento, Alcolumbre destacou a boa política, a construção de entregas coletivas e fez referências positivas à ex-ministra Gleisi Hoffmann, que deixou a pasta para concorrer ao Senado. Petistas interpretaram o gesto como sinal de nova fase nas relações entre governos.

Parlamentares próximos do Planalto observam que o desgaste vinha da ausência de diálogo frequente entre Lula e Alcolumbre. Agora, há contatos mais regulares por telefone e entre lideranças, abrindo espaço para acordos em temas de interesse comum.

Outra linha de atuação conjunta envolve a CPI do Crime Organizado, com alinhamento entre o governo e o Senado para barrar propostas que poderiam ampliar ataques políticos ao STF. A manobra resultou na derrubada de um relatório que pedia o indiciamento de ministros do STF.

Esse movimento também reduz a pressão sobre o Supremo e evita escaladas institucionais que poderiam afetar o ambiente eleitoral. Em contrapesos, grupos de oposição fortalecem críticas à atuação dos ministros, mas não avançaram para novas ações formais nesse momento.

Jaques Wagner retomou contatos com Alcolumbre, após rompimento anterior, ainda que sem retomar de modo intenso o vínculo anterior. A continuidade do diálogo é vista como fundamental para estabilizar a agenda legislativa neste período pré-eleitoral.

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