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Após a interdição de FHC, destinos dos ex-presidentes do Brasil.

Interdição de Fernando Henrique Cardoso aos 94 anos destaca trajetórias díspares dos ex-presidentes do Brasil e seus próximos passos

Lula e FHC se encontram em São Paulo | Foto: Ricardo Stuckert
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  • Interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, aos 94 anos, por Alzheimer, levou o país a refletir sobre o destino dos ex-presidentes e os cuidados que recebem.
  • Desde a redemocratização, oito chefes de Estado ocuparam o Planalto; Itamar Franco morreu em 2011 e Lula cumpre o terceiro mandato.
  • José Sarney, aposentado politicamente em 2015, é conselheiro político, pratica ginástica e lê poesias em vídeos, além de enfrentar a luta contra o câncer de sua filha.
  • Fernando Collor de Mello está em prisão domiciliar desde abril de 2025, tem 75 anos e enfrenta Parkinson e transtorno bipolar, após condenação por corrupção e lavagem de dinheiro.
  • Dilma Rousseff atua no Novo Banco de Desenvolvimento, em Xangai; Michel Temer trabalha como advogado nos bastidores; Jair Bolsonaro permanece em prisão domiciliar em Brasília devido a condenação e problemas de saúde.

A interdição de Fernando Henrique Cardoso, aos 94 anos, chamou a atenção para os caminhos que os ex-presidentes do Brasil tomaram após o fim do mandato. Com agravamento da saúde por Alzheimer, o ex-presidente passa os dias sob acompanhamento da família, em São Paulo, mantendo atividades intelectuais e familiares.

O panorama atual, em um momento de 41 anos desde a morte de Tancredo Neves, mostra trajetórias distintas desde a redemocratização. Entre eles, Lula cumpre o terceiro mandato; apenas Itamar Franco faleceu em 2011. A reportagem percorre os destinos dos ex-ocupantes do Palácio do Planalto.

Sarney

José Sarney, maioral da agenda política desde a redemocratização de 1985, aposentou-se de cargos públicos em 2015. Hoje atua como conselheiro político e participa de solenidades, mantendo rotina de exercícios com a esposa, Dona Marly, e leituras de poesias para as redes sociais. Acompanhando a luta da filha Roseana contra um câncer.

Collor

Fernando Collor de Mello permanece em casa desde 25 de abril de 2025, após condenação em 2023 a 8 anos e 10 meses em regime fechado por corrupção ligada à Lava Jato. Apostou em prisão domiciliar humanitária por idade de 75 anos e problemas de saúde como Parkinson e transtorno bipolar.

FHC

Fernando Henrique Cardoso segue sob os cuidados da família em São Paulo. Após deixar o Planalto, dedicou-se à vida intelectual e à Fundação FHC, que preserva documentos e promove a democracia. A ocupação institucional marca a continuidade de sua atuação cívica.

Dilma

Dilma Rousseff dirige o Novo Banco de Desenvolvimento, em Xangai, China, desde cerca de 10 anos após o impeachment. O banco, ligado ao grupo BRICS, financia projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável. A nomeação ocorreu por indicação de Lula.

Temer

Michel Temer mantém atuação política nos bastidores, conduzindo acordos no MDB e exercendo a advocacia. Recentemente ganhou notoriedade por ter escritórios envolvidos em repasses de honorários de um banco liquidado pelo BC.

Bolsonaro

Jair Bolsonaro vive em Brasília, cumprindo pena de mais de 27 anos por tentativa de golpe de Estado. Enfrenta problemas de saúde, com atendimentos médicos frequentes, internações e cirurgias na região abdominal, mantendo o foco em sua defesa jurídica.

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