- Keir Starmer fará uma declaração a MPs na segunda-feira para abordar o escândalo de avaliação de segurança do ex-embaixador no EUA, Peter Mandelson.
- O governo teme que a escolha de Mandelson possa colocar em risco a liderança de Starmer, apesar de a Iran crisis ter lhe dado apoio recente.
- O Escritório de Relações Exteriores Overruled a decisão de rejeitar Mandelson, revelando que ele assumiu o cargo sem a devida avaliação ser comunicada ao premiê.
- Olly Robbins, o principal funcionário público do Ministério das Relações Exteriores, foi demitido e deverá depor perante comissões nesta semana.
- O governo busca tranquilizar parlamentares de que há transparência no processo e luta para conter críticas de oponentes que pedem a saída de Starmer, com o cenário político ainda tenso.
Keir Starmer está prestes a fazer uma declaração aos MPs neste fim de semana, enquanto enfrenta um escândalo de triagem de Peter Mandelson que pode afetar sua liderança. A questão central é como Mandelson assumiu o posto de embaixador do Reino Unido nos EUA sem que o Foreign Office informasse que a decisão tinha sido revertida na fase de vetting.
A avaliação de segurança de Mandelson ainda é tema de disputa. O governo sustenta que a nomeação ocorreu com vias legais, mesmo após o órgão de relações exteriores ter revirado a decisão original. A controvérsia levou à demissão de Olly Robbins, o principal funcionário público do Foreign Office, que deve testemunhar perante comissões na terça-feira.
Ministros passaram o fim de semana buscando consolidar a posição de Starmer, diante de críticas de oposição que pedem a renúncia do premiê. A expectativa é de que novas informações permaneçam surgindo e que podem influenciar o apoio interno do Partido Trabalhista.
Starmer afirmou que vai esclarecer aos MPs que não tinha conhecimento sobre a aprovação de Mandelson no processo de vetting e que o não informá-lo depois de dizer que o devido processo foi seguido é inaceitável. Segundo o premiê, é fundamental transparência sobre os fatos.
O premiê ordenou que os assessores apurem rapidamente os detalhes do vetting de Mandelson assim que soube da decisão, na terça-feira passada. Downing Street também rebateu a alegação de que Robbins estaria impedido por lei de informar ministros sobre a falha no vetting, destacando a diferença entre participação na decisão e conhecimento oficial do resultado.
Ainda nesta semana, Robbins pode oferecer explicações ao comitê de assuntos estrangeiros, em meio a uma eventual ampliação dos desdobramentos. O ex-topo civil enfrenta uma nova etapa de questionamentos após sua demissão.
Deputados do Labour e aliados do governo comentam sobre o impacto político do caso. O vice-primeiro-ministro David Lammy ressaltou que a prioridade é a estabilidade, evitando um processo de liderança precipitado diante de cristais econômicos e sociais.
Alguns membros do governo apontam que a crise pode forçar o partido a fazer escolhas difíceis, inclusive sobre a condução de futuras eleições locais e nacionais. A avaliação interna é de que o cenário permanece imprevisível a depender de novas informações.
A secretária de tecnologia, Liz Kendall, defendeu que Starmer não colocou em risco a segurança nacional ao nomear Mandelson. Ela destacou que o premiê tem adotado decisões consideradas corretas em questões relevantes do país.
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