- O pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, defende que Gilberto Kassab seja vice na sua chapa, durante agenda em Guaratinguetá, interior de São Paulo, neste domingo (19).
- Caiado afirmou que o cenário ideal inclui Kassab na chapa e que já tem o apoio dele.
- Ele se filiou ao PSD no início do ano, após não conseguir chances no União Brasil; disputou internamente com Ratinho Júnior e Eduardo Leite.
- Ratinho Júnior desistiu de concorrer ao Planalto, abrindo espaço para outras negociações; Moro deve enfrentar Guto Silva (PSD) pela disputa pelo governo do Pará.
- Caiado e Kassab já protagonizaram atrito no passado, com o ex-senador chegando a chamá-lo de “cafetão do Palácio do Planalto” em 2015; Kassab acompanha a busca por protagonismo político em São Paulo.
Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD à Presidência, sugeriu que Gilberto Kassab seja o vice em sua chapa, durante agenda em Guaratinguetá, interior de São Paulo, no domingo (19). A declaração sinalizou o que ele classifica como cenário ideal para a disputa.
O anúncio ocorreu após Caiado confirmar que se filiou ao PSD neste ano, após deixar o União Brasil devido a dificuldades de viabilidade no Planalto. Na composição interna, o governador do Paraná, Ratinho Junior, chegou a ser cotado, mas não avançou na corrida.
Caiado afirmou que o apoio de Kassab já está consolidado, destacando Kassab como articulador importante. A possibilidade de chapa puro-sangue tem como objetivo tornar a candidatura mais competitiva em nível federal.
A estratégia de Caiado envolve consolidar um conjunto de apoios e definir o plano de governo até a convenção do PSD, prevista para julho. O político gaúcho já participou de negociações anteriores que envolviam alianças regionais e nacionais.
Historicamente, Kassab e Caiado já estiveram em lados opostos. Em 2015, o ex-senador pelo DEM criticou Kassab, que era ministro das Cidades, chamando-o de cafetão do Palácio e comparando parlamentares a garotas de programa, em tom de disputa política.
Kassab, segundo apuração de veículos, tem evitado o embate direto pela candidatura presidencial do PSD e busca caminhos para manter protagonismo no Estado de São Paulo, com atenção à situação de 2030. A direção do partido tem mantido cautela sobre a vice.
No cenário paulista, Kassab buscava apoiar a reeleição de Tarcísio de Freitas, mas divergências internas e resistências no núcleo do PSD paulista dificultaram esse caminho, mantendo a atuação nacional em foco. O ex-tucano Felício Ramuth também teve carta retirada do PSD.
Contexto político
- Acordos nacionais têm sido prioridade, com foco na formação de uma chapa capaz de competir em nível nacional, incluindo negociações com outros partidos.
- A posição de Kassab na vice ainda não está definida formalmente, e o PSD avalia cenários que sustentem a viabilidade da candidatura presidencial de Caiado.
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