- Valentina Gomez, influencer anti-Islã com base nos EUA, teve a autorização de entrada retirada pela secretária de interior e não poderá entrar no Reino Unido para o rally Unite the Kingdom em Londres no dia 16 de maio.
- A decisão foi tomada pela secretária de Estado Shabana Mahmood, que afirmou que a presença de Gomez “não seria conducive ao interesse público”.
- A autorização inicial tinha sido concedida na semana anterior por meio de uma autorização eletrônica de viagem (ETA).
- Gomez participou do primeiro Unite the Kingdom, em setembro, proferindo discurso com ataques a muçulmanos; o evento marcou a maior reunião de extremistas de sua espécie no país.
- O evento teve mais de 100 mil participantes; houve participação remota de Elon Musk, e o governo britânico condenou o uso de linguagem considerada perigosa e inflamatória.
A influenciadora norte-americana contrária ao Islã Valentina Gomez teve a autorização de entrada revogada pelo interior do Reino Unido, impedindo sua participação em um grande comício de direita em Londres. O ato ocorreu após a autoridade migratória ter concedido, na semana anterior, permissão de entrada via ETA britânica.
Gomez estava prevista para falar no rally Unite the Kingdom, organizado por Tommy Robinson, marcado para 16 de maio na capital britânica. A decisão de negar a entrada foi tomada pelo Home Secretary, que agiu após avaliação de prudentemente manter a segurança pública.
Segundo apuração, a autoridade citada deslocou a justificativa de que a presença da palestrante não contribuiria para o bem público. A medida segue precedentes recentes de recusa de autorização de viagem a outras figuras associadas a discurso extremista.
Valentina Gomez, de 26 anos, já havia participado do primeiro evento do Unite the Kingdom, em setembro, onde fez ataques verbais contra muçulmanos. Seu histórico inclui declarações controversas sobre religiões e grupos, o que motivou desdobramentos de segurança.
O Ministério do Interior informou que tem prerrogativa para cancelar permissões de entrada ou permanência no país quando julgarem necessário. A decisão também recebeu apoio de representantes de comunidades religiosas que defendem padrões consistentes na aplicação das regras de imigração.
O episódio sucede a debates sobre liberdade de expressão e limites à propaganda de ódio. Organizações da sociedade civil destacam a necessidade de equilibrar direito de expressão com proteção a grupos vulneráveis. A situação repercute no debate sobre segurança pública e políticas migratórias.
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