- A deputada democrata Sheila Cherfilus-McCormick renunciou ao Congresso após a conclusão de uma investigação de ética que apontou mais de vinte violações, incluindo infrações às leis de financiamento de campanha.
- Ela é acusada de usar dinheiro da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema) na campanha de 2021, com relatos de desvios de até 5 milhões de dólares em fundos federais de desastres para amigos e parentes, que teriam devolvido o dinheiro à campanha como supostas doações.
- O julgamento federal sobre o suposto desvio foi adiado para fevereiro de 2027; se condenada, Cherfilus-McCormick pode pegar até 53 anos de prisão.
- A deputada afirmou ser inocente e chamou a investigação de “caça às bruxas”, ainda dizendo que o comitê de ética não permitiu defesa adequada.
- A saída ocorre pouco depois de outras duas legisladoras terem renunciado para evitar expulsão, já que o tema de expulsão está em pauta no Congresso; o porta-voz do Congresso, o líder Mike Johnson, afirmou que os fatos parecem indisputáveis.
Sheila Cherfilus-McCormick anunciou sua renúncia ao Congresso após a conclusão de uma investigação que apontou mais de 20 violações éticas, incluindo supostas irregularidades em leis de financiamento de campanhas. A democrata afirmava ser inocente e disse que iria limpar seu nome.
A investigação identificou uso de recursos da FEMA para a campanha de 2021. Cherfilus-McCormick, de 46 anos, havia sido eleita em 2022 e afirmou que não participaria de jogos políticos ao deixar o cargo.
A deputada comunicou a decisão em post nas redes sociais, chamando a apuração de caça às bruxas. O relatório da Comissão de Ética do Congresso indicou evidências claras e convincentes de violações às regras da Casa.
Ela enfrentava ainda a possibilidade de uma votação rara para expulsão, após o resultado da comissão ser divulgado. Cherfilus-McCormick afirmou que o painel não permitiu que seu advogado se preparasse adequadamente e que a investida ocorreu quando enfrentava um processo criminal, o que dificultou sua defesa.
Além disso, a própria Cherfilus-McCormick enfrenta acusações federais de supostamente desviar US$ 5 milhões em verbas de desastres. Documentos apontam que recursos de um contrato da FEMA teriam sido repassados a amigos e parentes, que os repassaram de volta à campanha como contribuições pessoais.
O julgamento desse caso foi adiado para fevereiro de 2027. Se condenada, a deputada pode cumprir até 53 anos de prisão conforme as acusações.
Na semana passada, o presidente da Câmara, Mike Johnson, disse a repórteres que considerava o destino da congressista resolvido no Legislativo, apontando fatos considerados alarmantes pela Comissão de Ética. O presidente destacou que os fatos seriam indisputáveis naquele momento.
A renúncia de Cherfilus-McCormick ocorre após as saídas de outros dois membros da Câmara que enfrentavam riscos de expulsão: os representantes Eric Swalwell, democrata, e Tony Gonzales, republicano, teriam deixado os cargos neste mês para evitar o processo de expulsão.
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