- O ministro Alexandre de Moraes restabeleceu a prisão domiciliar de Marco Alexandre Machado de Araújo, condenado a 14 anos pelo 8 de janeiro, após a divulgação de vídeo em desespero.
- Ele voltará a cumprir a pena em regime domiciliar, com alvará emitido; havia sido recolhido para cumprir pena definitiva em regime fechado na última sexta-feira.
- Entre as medidas cautelares, está o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de redes sociais, de falar com outros envolvidos no 8 de janeiro e de conceder entrevistas sem autorização do STF.
- Marco Alexandre, de 56 anos, morador de Uberlândia (Minas Gerais), já havia passado quase três anos em custódia cautelar e cumpria a domiciliar desde abril de 2025 para tratamento médico.
- A defesa alegou mau estado de saúde e pediu suspensão da internação, afirmando que ele continua em tratamento psiquiátrico semanal; Moraes atendeu ao pedido e retomou a prisão domiciliar.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta segunda-feira (20) a volta da prisão domiciliar para Marco Alexandre Machado de Araújo, condenado a 14 anos pelo episódio conhecido como 8 de janeiro. O ex-policial militar havia sido recolhido para cumprir pena em regime fechado na última sexta (17), mas a decisão revisou o regime após avaliação de saúde e estado emocional.
A família do condenado informou à Gazeta do Povo que o alvará de soltura domiciliar já foi expedido e que ele deve retornar para casa entre esta terça-feira (21) à tarde e quarta de manhã. A mãe, Iara Célia Machado, de 82 anos, celebrou a decisão e afirmou que o filho está a caminho.
Conforme o STF, Marco Alexandre já cumpriu quase três anos de custódia cautelar e, durante o período em que esteve em prisão domiciliar, observou todas as medidas solicitadas. A decisão ressalta que o sentenciado continua sob tornozeleira eletrônica e está proibido de usar redes sociais, manter contato com outros envolvidos no caso do 8 de janeiro ou conceder entrevistas sem autorização expressa do tribunal.
A defesa pediu a revogação da recolha para permitir o retorno à prisão domiciliar, alegando agravamento do estado de saúde do réu e a necessidade de tratamento psiquiátrico semanal. Segundo os advogados, não houve recuperação da saúde e os tratamentos continuam periódicos, conforme movimentações processuais recentes.
O episódio que levou à nova decisão ocorreu após imagens da entrada de Marco Alexandre em uma unidade prisional terem viralizado. Ele foi visto em desespero, questionando o que havia feito para estar naquela situação, em gravação que circulou nas redes sociais. O vídeo chamou a atenção para a saúde mental do réu e o tratamento médico em curso.
Marco Alexandre foi preso na 10ª fase da Operação Lesa Pátria, em abril de 2023, após comparecer voluntariamente à Polícia Federal em Brasília para sustentar a versão de inocência. Em abril de 2025, já sob regime domiciliar, ele recebeu a autorização para tratar a saúde, até que ocorresse a nova avaliação que resultou na decisão desta segunda-feira.
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