- A Polícia Federal nomeou Tatiana Alves Torres como nova oficial de ligação no Immigration and Customs Enforcement (ICE), em Miami, substituindo Marcelo Ivo de Carvalho.
- A portaria foi assinada pelo diretor-geral Andrei Rodrigues na sexta-feira e divulgada na segunda-feira, dias após a prisão de Alexandre Ramagem, que já foi solto.
- O governo dos Estados Unidos afirmou ter identificado uma tentativa de manipular o sistema de imigração e pediu que um servidor brasileiro deixasse o país.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em Hannover, que há possibilidade de reciprocidade caso haja abuso por parte do governo americano.
- Ramagem foi detido por visto vencido, teve a prisão relatada como fruto de cooperação entre PF e autoridades dos EUA e é considerado foragido no Brasil; o ICE mencionou decisão administrativa e direito à permanência provisória.
A Polícia Federal nomeou Tatiana Alves Torres para atuar como oficial de ligação do Immigration and Customs Enforcement (ICE) em Miami, nos Estados Unidos. A portaria, assinada pelo diretor-geral Andrei Rodrigues, foi publicada nesta segunda-feira.
Tatiana assume o posto substituindo Marcelo Ivo de Carvalho, que permanecia no cargo até a prisão de Alexandre Ramagem. Ramagem foi detido nos EUA por visto vencido e já foi solto dois dias depois, conforme informou a PF.
O governo dos Estados Unidos afirmou ter identificado tentativa de manipular o sistema de imigração. O órgão indicou que houve envolvimento de um servidor brasileiro e exigiu que ele deixe o país.
Nesta terça, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em Hannover, que tomou conhecimento do caso e mencionou a possibilidade de reciprocidade caso haja abuso por parte do governo americano. Não detalhou o ocorrido.
Ramagem, ex-chefe da Abin, é considerado foragido no Brasil após condenação pelo STF em ação ligada a golpes de Estado. A prisão nos EUA decorreu de cooperação entre PF e autoridades migratórias americanas.
Segundo a PF, Ramagem foi detido pela imigração norte-americana e mantido sob custódia migratória; ele recebeu autorização para permanência provisória após a liberação. O registro de detenção já constava no sistema do condado de Orange.
A PF informou que a prisão foi resultado da cooperação policial internacional entre Brasil e EUA. A cooperação também envolve a atividade de um servidor brasileiro no ICE para monitorar casos de foragidos.
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