- Amazon enfrenta pressão pública e legal sobre a segurança no trabalho, com mortes ocorridas em 2019 e, recentemente, em um centro de distribuição em Troutdale, Oregon, e relatos de ordens para “voltar ao trabalho”.
- Documento interno obtido pelo Guardian sugere estratégias para reduzir encaminhamentos a médicos e manter trabalhadores no serviço; a Amazon afirmou que o material é antigo e não reflete políticas atuais.
- Processo envolvendo Juan Loera-Gomez, que afirma ter se machucado no trabalho e ter sido orientado a continuar trabalhando, incluindo demissão por e‑mail, destaca alegações de tratamento inadequado a trabalhadores lesionados.
- Dados de segurança industrial mostram que a taxa de incidentes graves da Amazon foi de 7,7 por 100 trabalhadores em 2019; em 2025, a taxa foi de 5, com a empresa sempre negando desvio de padrões.
- Investigações e acordos envolvendo a Organização Nacional de Segurança no Trabalho (OSHA) ocorreram sob o governo anterior e atual, com críticas públicas sobre métodos de contabilização de acidentes e o papel de políticas de ergonomia, além de disputas sobre metodologia entre a Amazom e grupos de defesa.
Amazon volta a enfrentar cobrança sobre segurança no trabalho, com novas ações trabalhistas e relatos de tratamento a funcionários feridos. A empresa sustenta que a segurança dos trabalhadores é prioridade, mas críticos apontam números de lesões e práticas de AmCare como preocupantes.
Na prática, casos recentes entram no foco público: um trabalhador morreu em 2019 em um armazém; outra morte ocorreu neste mês em um centro de distribuição em Troutdale, Oregon. A empresa afirma que o óbito se deve a uma condição médica pré-existente e não a falhas de segurança.
Um processo movido em março envolve Juan Loera-Gomez, 46, que trabalhava sozinho em San Bernardino, Califórnia, em outubro de 2024. A ação alega que ele se machucou gravemente após permanecer em área com pouco pessoal. Alega-se que foi obrigado a seguir trabalhando após a lesão.
Loera-Gomez relatou que, após recomendar licença médica, recebeu restrições de trabalho e acabou afastado. O processo aponta recuperação caracterizada por várias lesões ao longo de seis meses, com tratamento médico contínuo.
Em depoimentos aos tribunais, um ex-colega afirma que AmCare funciona como equivalente a uma enfermaria escolar, com relatos de atendimento insuficiente. Alega que a empresa prioriza retorno ao trabalho e não registra devidamente ferimentos.
A versão da Amazon é de que muitos relatos são falsos ou distorcidos e que a empresa oferece atendimento onsite adequado. A companhia enfatiza investir em segurança e destaca queda de incidentes graves desde 2019, com metas oficiais para 2025.
A defesa de Loera-Gomez sustenta que há um padrão de manejo de lesões em depósitos da Amazon e que a prática de afastar trabalhadores feridos tem impactos familiares e financeiros relevantes. O caso continua tramitando.
Contexto regulatório e histórico de segurança
Onda de fiscalização vem sendo discutida em veículos oficiais, com a OSHA iniciando investigações multisite há mais de uma década. Em 2024, um acordo federal visou melhorias ergonômicas e condições de trabalho em armazéns da empresa.
Empregadores e sindicatos questionam a metodologia de avaliações de segurança da Amazon, destacando variações entre dados fornecidos pela própria empresa e estudos de terceiros sobre incidentes no setor.
A Amazon aponta investimentos superiores a 2,5 bilhões de dólares em programas de segurança nos últimos seis anos, registrando redução de incidentes graves segundo seus próprios números. Críticos, porém, destacam discrepâncias entre relatos oficiais e casos isolados.
O cenário federal também envolve investigações em vigência sob diferentes administrações, com acordos e avaliações periódicas para melhoria de condições de trabalho. A companhia declara cooperação com autoridades e continuidade de ações de segurança.
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