- Edson Fachin busca aprovar um código de ética no STF até o fim do ano, mas enfrenta resistência entre aliados.
- Flávio Dino contesta a proposta e apresenta uma reforma do Judiciário que crítica “discursos superficiais”, dificultando o caminho do código.
- Fachin afirma ter cinco votos favoráveis entre os dez ministros e aposta em um sexto voto de Jorge Messias, que depende de aprovação no Senado.
- Dúvidas entre aliados incluem divulgação de agendas, transparência sobre contratos de filhos de ministros que atuam como advogados e rendimentos complementares.
- Carmen Lúcia apoia integralmente as sugestões do presidente do STF; Kassio Nunes Marques e Luiz Fux ainda analisam termos, tornando a margem de apoio incerta.
O presidente do STF, Edson Fachin, encara dificuldades para aprovar o código de ética da Corte. A iniciativa visa regulamentar condutas entre ministros, com meta de implementação até o fim do ano. O apoio na própria turma não é unânime.
Flávio Dino, ministro que integra o Conselho de Reforma do Judiciário, não concorda com o código e propôs uma reforma ampla do Judiciário. O texto aponta críticas a discursos considerados superficiais e busca mudanças estruturais no sistema.
Entre os aliados de Fachin, o andamento depende de cinco votos entre dez ministros. A aposta é de que o sexto voto venha de Jorge Messias, que precisa ser aprovado pelo Senado para tomar posse.
Kassio Nunes Marques, integrante do grupo próximo a Fachin, ainda não confirmou posição, citando a necessidade de análise detalhada. Pontos sensíveis incluem divulgação prévia de agendas, impacto na segurança institucional e transparência de contratos envolvendo filhos de ministros.
A divulgação de rendimentos adicionais dos ministros também é tema de debate. Questionamentos recaem sobre imóveis alugados, institutos de ensino e remunerações de palestras, ainda que presentes no Imposto de Renda.
A situação envolve ainda Luiz Fux, que tem participação em atividades que podem entrar no escrutínio público, e André Mendonça, com participação em uma instituição de ensino. Ambos são considerados no grupo próximo a Fachin.
Cármen Lúcia e Fachin aparecem como votos-chave. A ministra não tem parentes ligados à advocacia, e o próprio Fachin tem filha advogada, cuja posição não é apontada como ofensiva aos termos discutidos.
Nos bastidores, a ala contrária ao código afirma que não cederá, mesmo com eventual desidratação do texto. Há relatos de dificuldades de interlocução entre o presidente e parte dos colegas.
Ao final, a reforma proposta por Dino aparece com maior viabilidade de andamento na atual conjuntura, enquanto o código de ética enfrenta resistência entre ministros e setores do Judiciário.
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