- Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, trocou de defesa para negociar delação premiada.
- O advogado Cleber Lopes deixa a closely defesa; ele integra o mesmo grupo de Ibaneis Rocha.
- Assumem o caso os criminalistas Davi Tangerino e Eugênio Aragão.
- Tangerino tem histórico em casos ligados ao Banco Master; Aragão é ex-ministro da Justiça.
- Costa está preso sob suspeita de receber R$ 70 milhões em apartamentos de luxo como propina durante as negociações entre BRB e Banco Master.
O ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa, trocou nesta quarta-feira (22) de defesa para negociar uma delação premiada. A mudança ocorre em Brasília, onde o caso tramita, e o objetivo é buscar benefícios legais em investigações, segundo informações apuradas pela reportagem.
O advogado Cleber Lopes, que já atuava no caso, deixará a defesa. Lopes integra o mesmo grupo de atuação da advocacia de Brasília que defende Ibaneis Rocha, ex-governador do Distrito Federal, e já representou o político nas investigações relacionadas ao 8 de janeiro.
A indicação de substitutos para o caso já foi confirmada. Davi Tangerino, criminalista conhecido pela atuação no Distrito Federal, passa a integrar a defesa. Ele tem ligação com casos envolvendo o Banco Master e o investidor Vladimir Timerman, que denunciou atividades envolvendo Daniel Vorcaro e Nelson Tanure.
Além de Tangerino, Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça, também fará parte da equipe de defesa de Costa. Aragão atuou no governo Dilma Rousseff e amplia o leque técnico da linha de atuação no processo.
Costa permanece preso, sob suspeita de ter recebido R$ 70 milhões em apartamentos de luxo como propina de Vorcaro, em negociação entre o BRB e o Banco Master. As informações foram veiculadas pelo jornal O Globo e confirmadas pelo SBT News.
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