- MPs em Westminster rejeitaram pela terceira vez a ideia de banir redes sociais para menores de 16 anos; governo iniciou consulta pública sobre proteção de crianças online.
- No debate da BBC News, 33 jovens de 12 a 18 anos da região norte-oeste da Inglaterra deram opiniões sobre conteúdos nocivos e limites digitais.
- Entre as propostas estudadas estão desativar recursos como autoplay e scrolling infinito, além de considerar curfews noturnos e verificação de idade.
- Australia implementou, há seis meses, proibição para menores de 16 anos criarem novas contas em plataformas como TikTok, YouTube e Instagram; estudo cita queda de uso.
- Crianças ouvidas não são favoráveis a banimento total, defendem restrições graduais e foco em conteúdos nocivos, com visão de que medidas mais suaves podem funcionar melhor.
O Parlamento britânico rejeitou, pela terceira vez, a ideia de proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. O governo abriu consulta pública para explorar formas de proteger crianças de conteúdos nocivos, como violência, misoginia, suicídio e distúrbios alimentares.
A BBC acompanhou estudantes de 12 a 18 anos na região norte-oeste da Inglaterra para entender o tema. Entre eles, Isaac, de 13 anos, usa TikTok por várias horas diárias e aponta conteúdos que o emocionam ou preocupam. Ele vê a possibilidade de banimento como um grande impacto.
Iga, 14, defende restrições mais rígidas, mas não concorda com o banimento total. Para ela, seria mais adequado banir contas para menores de 13 anos, mantendo o acesso para adolescentes concentrados nos estudos. Acesso diário fica em torno de três horas.
Maisie, também 14, apoia a limitação de recursos como autoplay e rolagem infinita, que segundo ela incentivam o uso excessivo. Ela sugere reduzir o tempo de rolagem, mas evita um banimento completo, que consideraria excessivo.
Peace, 15, encara com ceticismo a proibição total, dizendo que isso dificultaria manter contato com amigos e acompanhar conteúdos de modelos que admira. Prefere restrições como verificação de idade, ao lado de recursos que dificultem o consumo imediato.
A consulta também analisa medidas como queda de recursos autoplays, curfews noturnos e verificação de idade para criação de contas. Estudiosos avaliam impactos observados na Austrália, que proibiu novas contas de menores de 16 e desativou as existentes.
Segundo estudo citado, grande parte de jovens australianos continua com acesso a contas. No Brasil, a discussão segue o debate sobre equilíbrio entre proteção e liberdade de uso, com especialistas em educação e saúde mental participando.
As propostas em avaliação incluem ainda o uso de IA e ferramentas digitais, além de medidas para reduzir efeitos nocivos. O governo afirmou que divulgará respostas da consulta e definirá caminhos para proteções online neste verão.
Para Isaac, a permanência de redes é essencial. Mesmo com o desafio de conteúdos inadequados, ele vê o uso como parte da vida social e escolar, afirmando que uma proibição completa seria apenas um incômodo para ele e seus amigos.
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