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OAB-PA reage a magistrada que ligou corte de penduricalhos à escravidão

OAB-PA classifica fala da desembargadora Eva do Amaral Coelho como infeliz ao comparar corte de penduricalhos com regime de escravidão, destacando distanciamento da realidade

1 de 1 Desembargadora do TJPA, Eva do Amaral
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  • A OAB-PA publicou nota classificando como infeliz a comparação da desembargadora Eva do Amaral Coelho entre o corte de penduricalhos e regime de escravidão.
  • A fala ocorreu durante sessão do Tribunal de Justiça do Pará, após o STF impor limites ao pagamento de penduricalhos a magistrados.
  • A OAB-PA afirmou que a manifestação pode parecer que magistrados estão descolados da realidade financeira da maioria dos brasileiros.
  • Eva do Amaral Coelho afirmou ter recebido, em março, R$ 117,8 mil brutos, com rendimento líquido de R$ 91.211,82, e relatou colegas que não conseguem pagar médicos ou remédios.
  • A desembargadora disse que, em breve, pode haver situação em que magistrados não consigam pagar contas, em tom apresentado durante sessão divulgada pelo TJPA.

A OAB-PA divulgou uma nota nesta quinta-feira (23/4) sobre a fala da desembargadora Eva do Amaral Coelho, do TJPA, que comparou o corte de penduricalhos a um regime de escravidão. A entidade classificou o comentário como infeliz e pediu cautela, dada a relevância da magistrada.

A organização destacou a importância da magistratura paraense, porém afirmou que a comparação descolou-se da realidade e pode estimular a percepção de distância entre juízes e o cotidiano financeiro da população. Ainda assim, reconheceu a relevância da atuação da desembargadora no debate público.

Contexto do episódio: o STF estabeleceu limites ao pagamento de penduricalhos a magistrados, após o que Eva do Amaral Coelho relatou conhecer colegas com dificuldades financeiras. A fala ocorreu durante uma sessão do TJPA no dia 9 de abril, conforme registro da corte.

Remuneração e impacto financeiro

No mês de março, Eva do Amaral Coelho recebeu 117,8 mil reais brutos de remuneração do TJ-PA. Considerando-se o cálculo líquido, o valor fica em torno de 91,2 mil reais. A desembargadora citou relatos de colegas que não conseguem manter tratamentos médicos por falta de dinheiro.

A declaração da magistrada sinaliza a tensão entre remuneração, cortes orçamentários e o esforço de mudanças no Judiciário. A OAB-PA ressaltou que, mesmo com a valorização da função, é essencial manter sensibilidade frente ao cenário econômico brasileiro.

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