- O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado, viajou ao Texas para buscar o apoio de Eduardo Bolsonaro na disputa por uma vaga ao Senado.
- Ele se reuniu com Eduardo na quarta-feira (22), um dia após o filho de Jair Bolsonaro ter se encontrado com Valdemar Costa Neto.
- Eduardo pediu mais tempo para decidir quem apoiará; a escolha da segunda vaga depende do aval dele.
- André do Prado deve retornar ao Brasil no início da noite desta quinta-feira; é visto como nome mais moderado que Guilherme Derrite para compor a chapa com o governador Tarcísio de Freitas.
- Com duas vagas em jogo, aliados de Eduardo defendem que o candidato bolsonarista seja mais alinhado ao movimento, citando Mário Frias ou o coronel Ricardo Mello; Valdemar Costa Neto ressaltou que o apoio a André manteria a estrutura do PL durante o período em que a família Bolsonaro estiver no Texas.
O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL-SP), viajou ao Texas, nos Estados Unidos, nesta semana, para pedir apoio de Eduardo Bolsonaro na inscrição de uma das vagas ao Senado. A intenção é compor a chapa com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Ele se reuniu com Eduardo na quarta-feira (22), um dia depois do encontro entre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto. O objetivo é definir os nomes que integrarão a chapa ao Senado na corrida liderada por Tarcísio.
Segundo assessores de André do Prado, a conversa foi positiva, mas Eduardo pediu mais tempo para decidir. Se estivesse no Brasil, Eduardo Bolsonaro poderia ser o candidato, o que torna a escolha da segunda vaga dependente do aval dele.
André do Prado deve retornar ao Brasil no início da noite desta quinta-feira. O presidente da ALESP tem mantido agendas ao lado de Tarcísio, e é visto como um nome mais moderado em comparação a Guilherme Derrite (PP-SP), deputado federal e ex-secretário de Segurança.
Contexto político e cenários da chapa
Com duas vagas em disputa neste ano, há espectros de alinhamento ideológico que podem impactar a candidatura. Apoiadores de Eduardo sugerem nomes mais próximos ao bolsonarismo para a segunda vaga, como Mário Frias (PL-SP) ou o coronel Ricardo Mello (PL), ambos aliados de Jair Bolsonaro.
Na chapa de Fernando Haddad (PT), já são cotados nomes como Simone Tebet (PSB-SP), Marina Silva (REDE) e Márcio França (PSB-SP). As decisões internas refletem a busca por uma composição capaz de ampliar força e equilíbrio na coligação com Tarcísio.
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, já sinalizou que, caso Eduardo Bolsonaro apoie André do Prado, toda a estrutura do partido ficará à disposição do ex-deputado durante o período em que a família Bolsonaro permanecer em solo americano.
Eduardo Bolsonaro tem dito que poderá retornar ao Brasil em 2027, caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente. A resistência interna decorre da cobrança por um candidato que mantenha fidelidade ao bolsonarismo, o que torna o apoio a André do Prado um movimento considerado arriscado para o futuro político do ex-deputado.
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