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Delegado que prendeu advogada chora ao ser transferido de unidade

Delegado é transferido após pedido da OAB/GO por suposta violação de prerrogativas, com vídeo de despedida emocionado registrado nas redes

Delegado que prendeu advogada chora ao ser transferido de unidade - Migalhas
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  • Delegado Christian Zilmon foi transferido de Cocalzinho de Goiás para Águas Lindas de Goiás após a OAB/GO pedir afastamento por suposta violação de prerrogativas durante a detenção de uma advogada.
  • A transferência foi oficializada na última quarta-feira, 22, pelo Conselho Superior da Polícia Civil.
  • A advogada Áricka Rosalia foi presa no escritório, em Cocalzinho de Goiás, após críticas públicas a um despacho policial; ela foi liberada após pagamento de fiança de R$ 10 mil.
  • Vídeo circulou nas redes em que o delegado chora ao se despedir da equipe, dizendo que as lágrimas foram pelo apoio recebido.
  • A Diretoria-Geral da Polícia Civil publicou a portaria 323/26, que veda a atuação de delegados em procedimentos nos quais haja envolvimento pessoal, buscando manter a imparcialidade.

O delegado Christian Zilmon foi transferido de Cocalzinho de Goiás (GO) para Águas Lindas de Goiás (GO) após a polêmica envolvendo a prisão da advogada Áricka Rosalia. A mudança ocorreu por decisão do Conselho Superior da Polícia Civil, publicada na última quarta-feira, 22.

A remoção ocorre após pedido da OAB/GO, que alegou violação de prerrogativas da advocacia durante a condução da detenção. Segundo o órgão, a prisão ocorreu de forma coercitiva, com uso de algemas, durante a atuação do delegado.

Após a transferência, circularam nas redes sociais imagens do momento de despedida, com o delegado aparentemente emocionado. Ele afirmou que as lágrimas eram pelo apoio recebido, agradecendo a equipe policial.

Contexto do caso

Áricka Cunha foi presa na tarde de 15 de abril, dentro do seu escritório, por suposta difamação após criticar um despacho policial nas redes. A advogada afirma que o boletim tratava de ofensa de servidor público, mas foi arquivado pela autoridade policial.

A prisão ocorreu no escritório e foi registrada em vídeo. Áricka foi liberada no mesmo dia mediante fiança de R$ 10 mil. O delegado afirmou que a detenção decorreu de condutas no momento da abordagem, incluindo desacato, injúria e desobediência.

A repercussão levou a OAB/GO a instaurar procedimentos para apurar possível violação de prerrogativas e abuso de autoridade. A entidade pediu afastamento preventivo do delegado enquanto as investigações avançavam.

Medidas administrativas

Além da transferência, a Diretoria-Geral da Polícia Civil editou a portaria 323/26, que impede atuação de delegados em procedimentos nos quais haja envolvimento pessoal. A norma busca preservar a imparcialidade nas investigações e evitar conflitos de interesse.

Em relatório, a OAB/GO também relatou a existência de investigações sobre a atuação do delegado, com encaminhamentos que seguem para avaliação institucional. O caso segue sob monitoramento das autoridades competentes.

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