- A PGR abriu procedimentos para investigar a suposta cumplicidade de Embraer, Fiat Automóveis, Usiminas, ArcelorMittal e Vallourec com o regime militar de 1964 a 1985.
- O subprocurador-geral Nicolao Dino afirma que as apurações visam esclarecer a colaboração empresarial com o aparato repressivo e reparar danos históricos.
- Vallourec, antes Companhia Siderúrgica Mannesmann, teria “provas robustas” de financiamento ao regime e de articulações com autoridades estaduais para sustentar práticas repressivas.
- ArcelorMittal, antiga Belgo-Mineira, apresenta evidências de cooperação com a ditadura, com pesquisas históricas da Universidade Federal de São Paulo corroborando o caso.
- Usiminas é mencionada por sua relevância estratégica, abrangendo investigações sobre o Massacre de Ipatinga e repressão a grevistas; a Fiat também é citada no contexto de accountability e reparação às vítimas.
A Procuradoria-Geral da República abriu nesta semana uma série de procedimentos para apurar a eventual colaboração de empresas com o regime militar que governou o Brasil entre 1964 e 1985. Entre os alvos estão Embraer, Fiat Automóveis, Usiminas, ArcelorMittal e Vallourec. A iniciativa busca produzir provas e promover reparação histórica aos danos causados.
Segundo o subprocurador-geral Nicolao Dino, os procedimentos visam esclarecer a cumplicidade empresarial com o aparato repressivo do período, com foco na responsabilização institucional das companhias. As investigações apontam elementos de cooperação com autoridades e estruturas do regime.
Em algumas situações, Dino cita evidências já reunidas pela PGR. No caso da Vallourec, antes chamada Companhia Siderúrgica Mannesmann, há indícios de financiamento ao aparato repressivo e de articulações com autoridades estaduais para sustentar o regime.
A ArcelorMittal, antiga Belgo-Mineira, é apontada por sua relevância estratégica e pela robustez probatória, com pesquisas históricas da UFSP que indicam colaboração com a ditadura civil-militar.
A Usiminas aparece na apuração como questão de relevância estratégica, associada ao Massacre de Ipatinga e à repressão a grevistas durante a ditadura.
Já a Fiat é citada pela PGR como elemento para aprimorar responsabilidade corporativa, transparência e reparação às vítimas e à coletividade.
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