- Deputados Guilherme Derrite e Ricardo Salles atuam de forma informal em uma aliança para as duas vagas ao Senado em São Paulo, mirando conectar o agro e a segurança pública.
- Eles participaram de um evento fechado com investidores na capital paulista, defendendo que apenas juntos podem assegurar posições ao campo conservador.
- Salles afirmou que são os nomes fortes da direita e que outros candidatos do mesmo espectro seriam fracos; Derrite ressaltou o risco de lançar três ou quatro candidatos.
- Os demais postulantes ao Senado são Coronel Mello Araújo e André do Prado, do Partido Liberal; a avaliação é de que Mello Araújo pode tirar votos de Salles, enquanto André do Prado tem projeção menor.
- A semana incluiu visitas de líderes do Partido Liberal aos Estados Unidos em busca de apoio de Eduardo Bolsonaro; Derrite disse que a decisão final caberá ao governador Tarcísio de Freitas e ao senador Flávio Bolsonaro, com Salles e ele próximos.
Na noite desta quinta-feira (23), deputados Guilherme Derrite (PP-SP) e Ricardo Salles (Novo-SP) participaram de um evento fechado com investidores na capital paulista. O objetivo virtualmente compartilhado foi trabalhar, de forma informal, uma aliança para as duas vagas ao Senado pelo estado de São Paulo.
A dupla defendeu que a união entre as candidaturas da direita seria decisiva para o pleito majoritário. Salles indicou que representa a direita com Derrite, enquanto ressaltava a importância de manter a frente conservadora unida para enfrentar a esquerda.
Derrite, por sua vez, comentou sobre a necessidade de um acordo entre os partidos de direita para evitar a dispersão de votos. Ele afirmou que lançar três ou quatro candidatos poderia fatalmente favorecer a oposição, abrindo espaço para perder vagas no Senado.
Aliança e cenários
Entre os concorrentes ao Senado, além de Derrite e Salles, aparecem dois nomes do PL, aliados de Derrite: Coronel Mello Araújo e André do Prado. Mello Araújo é vice-prefeito de São Paulo, e Do Prado preside a Assembleia Legislativa.
Análise interna aponta que Mello Araújo pode fragmentar votos de Salles, por dialogar com o mesmo eleitorado. Do Prado, com projeção menor, mantém ligação próxima a Valdemar da Costa Neto, líder do PL, o que pode reduzir atratividade entre bolsonaristas.
Outra frente relevante ocorreu na mesma semana: presidentes do PL e da Assembleia de São Paulo viajaram aos EUA para buscar apoio de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, cuja decisão sobre a candidatura ainda não estava tomada.
Derrite disse à imprensa que não houve confirmação formal de uma dobradinha com Salles. Ele afirmou que a undecidibilidade envolve o governador Tarcísio de Freitas e o senador Flávio Bolsonaro, que devem definir o segundo nome ao Senado. Salles não retornou as ligações.
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