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Agentes de imigração dos EUA deixam refugiado morrer no frio

Comunidade Rohingya de Buffalo pressiona aprovação do New York for All para proteger imigrantes e exigir responsabilização após a morte de Nurul Amin Shah Alam

Activists gather in the Elmwood Village neighborhood following the death of Nurul Amin Shah Alam.
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  • Nurul Amin Shah Alam, de 56 anos, refugiado Rohingya, morreu dias após ser deixado por agentes de imigração em frente a uma loja de café fechada, no auge do inverno, após meses em custódia e liberação.
  • A morte aumentou o medo na East Side de Buffalo e impulsionou a comunidade Rohingya a pedir a aprovação do New York for All (Nova York para Todos) act, lei que proibiria a cooperação entre as polícias locais e autoridades de imigração.
  • A Rec (Rohingya Empowerment Community), criada três meses antes da morte, tornou-se o principal espaço de mobilização, celebrando petições, carreatas e serviços comunitários, com voluntários financiando a organização.
  • Relatos locais apontam que comunidades imigrantes passam a evitar sair de casa; há caronas em grupo para o trabalho e assembleias locais observam redução de presença em igrejas e templos.
  • Os defensores dizem que a lei representa proteção aos imigrantes e resposta a falhas sistêmicas; a REC oferece auxílio com pedidos de asilo, seguro saúde e outras necessidades, operando com horários flexíveis e poucos recursos.

Nurul Amin Shah Alam, refugiado rohingya de 56 anos, morreu no frio após ser deixado por agentes de imigração federais na área externa de uma cafeteria fechada. A morte ocorreu em Buffalo, no inverno, após meses em custódia e uma liberação isolada, longe da comunidade que poderia prestar ajuda.

A comunidade rohingya de Buffalo teme e reage. Muitos passam a fazer caronas em grupos pequenos para chegar ao trabalho, em meio a uma sensação de insegurança que se espalha pelo East Side. As autoridades locais ainda investigam o caso.

REC, centro de apoio fundado pouco antes da morte de Alam, tornou-se o polo de mobilização. Docentes e voluntários preparam petições e organizam ações para cobrar responsabilização e mudanças, buscando proteção para imigrantes.

A atuação do REC envolve signing de petições, campanhas internacionais de cartas e apoio a audiências de imigração. A organização serve como ponto de referência para quem não domina o inglês ou não possui documentação adequada.

Imran Fazal, cofundador do REC, descreve a mobilização de cerca de 40 membros para acompanhar uma audiência de Alam e coordenar uma campanha de memória internacional. O grupo passou a pressionar pela aprovação do New York for All no Legislativo estadual.

Jonathan Rivera, deputado estadual, afirma que a comunidade rohingya tem observado mudanças no comportamento de deslocamento e no uso de serviços públicos na região. A partir do caso, ele reforça a necessidade de leis que protejam imigrantes e refugiados.

Nova atuação envolve a criação de redes de apoio que ajudam famílias a enfrentar burocracias, desde inscrição em seguros de saúde até documentação para crianças. O REC trabalha com voluntários que atuam sem remuneração, conciliando horários com empregos próprios.

O New York for All, principal foco de pressão política, é visto pela comunidade como ferramenta para limitar cooperação entre policiamento local e autoridades de imigração federal. A proposta envolve mudanças no tratamento de migrantes em situação irregular.

Jalil, diretora de programas do REC, relembra dificuldades de comunicação vividas por Alam e reforça que a ausência de uma língua escrita comum entre rohingyas agrava barreiras de atendimento. A ideia é ampliar a representatividade na formulação de políticas.

Fazal, que também enfrentou deslocamento internacional, afirma que o REC busca restaurar a agência da comunidade. Segundo ele, participação ativa de imigrantes na construção de políticas é essencial para evitar que programas atendam apenas a poucos.

Desde a morte de Alam, a comunidade rohingya de Buffalo segue exigindo respostas claras sobre falhas sistêmicas. A cobrança se mantém como parte de um movimento maior para proteger imigrantes e assegurar respeito aos direitos humanos.

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