- Márcio Félix, presidente da Abpip, afirma que a ANP está sobrecarregada com novas atribuições, como hidrogênio verde e captura de carbono.
- O Brasil tem três planos de transição energética, com governança entre Ministérios que não é integrada, segundo Félix.
- A Abpip sustenta que o petróleo continua relevante e deve ser integrado às renováveis durante a transição energética.
- O gás natural é visto como fonte-chave para substituir combustíveis mais poluentes, com produtores independentes respondendo por cerca de 20% do mercado de gás.
- O Brasil precisa aproveitar melhor o gás para reduzir importações, hoje vindas de Argentina e outros países.
Ao participar do Fórum VEJA de Energia, em São Paulo, no dia 27, Márcio Félix, presidente da Abpip, destacou a sobrecarga de atribuições da ANP e a necessidade de integração entre políticas regulatórias e a transição energética. O tom foi de alertar para entraves técnicos.
Ele afirmou que a regulação ganhou temas como hidrogênio verde e captura de carbono, somados aos tradicionais. Mesmo com maior produção, a agenda regulatória não acompanha o ritmo da atividade, segundo o executivo.
Félix apontou que o Brasil enfrenta três planos de transição energética. Ainda de acordo com o representante da Abpip, ministérios de Minas e Energia, Meio Ambiente e Indústria e Serviços não atuam de forma coordenada, dificultando o entendimento do setor privado.
Governança e integração entre planos
A Abpip sustenta que o setor tem papel a cumprir na transição, mantendo o uso de combustíveis tradicionais em complemento às fontes limpas. A ideia é evitar choque entre fontes e promover diversidade energética.
Segundo o representante, parar de produzir petróleo no Brasil exigiria importação, o que reforça a necessidade de uma transição que integre diferentes fontes. A continuidade da produção é vista como estratégica.
O gás natural é citado como fonte essencial para substituir combustíveis mais poluentes. Os produtores independentes respondem por cerca de 20% do mercado de gás, apesar de produzirem menos que a Petrobras.
Mesmo com a menor escala de produção, a Abpip destaca a necessidade de aproveitar melhor o gás brasileiro, reduzindo a dependência de importação de países como a Argentina.
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