- Gilberto Kassab disse que será radicalmente contra o projeto do Boulevard São João se ele ferir a Lei Cidade Limpa, vigente na cidade de São Paulo.
- O projeto prevê quatro painéis de LED no centro, com até 25 metros de altura, para divulgar ações culturais e anúncios da prefeitura, comparando-se a Times Square, de Nova York.
- A Comissão de Proteção à Paisagem Urbana aprovou o acordo com 70 por cento do tempo dedicado a conteúdo cultural e institucional, e 30 por cento para marcas patrocinadoras.
- A execução ficará a cargo da empresa Fábrica de Bares, que controla locais tradicionais da região, como Bar Brahma, Bar Léo, Love Cabaret e Orfeu, em troca da restauração de patrimônios históricos próximos.
- A requalificação envolve cerca de quarenta e dois mil metros quadrados da Avenida São João, com conclusão prevista para o fim de setembro; o trecho pode fechar ao tráfego entre sábado às dezoito horas e domingo às vinte e três horas.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que será “radicalmente contra” o Boulevard São João caso o projeto interfira na Lei Cidade Limpa. A proposta prevê quatro painéis de LED no centro de São Paulo, com até 25 metros de altura, para divulgar ações culturais e anúncios.
Kassab disse que acompanha o processo, desde que a Lei Cidade Limpa não seja ferida. Em Itu, comentou que, se houver risco de violação, não hesitará em se posicionar contrariamente. O ex-prefeito participou do 8º Fórum Paulista de Desenvolvimento.
Detalhes do projeto
O termos de cooperação foi aprovado pela CPPU por margem estreita. A regras indicam 70% do tempo de exibição para conteúdo cultural e institucional, e 30% para marcas patrocinadoras. A responsabilidade de execução fica com a Fábrica de Bares.
Empreendedores afirmaram que os letreiros seriam usados para eventos culturais, não publicidade comercial. A requalificação envolve cerca de 42 mil m² na Avenida São João, entre o Largo do Paissandú e a Praça Júlio Mesquita.
Desdobramentos e obrigações
Como contrapartida, empresários devem restaurar a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, a estátua Mãe Preta e o Relógio de Nichele. Também deverão instalar mobiliário urbano, iluminação, paisagismo e ações de zeladoria. O custo estimado é de cerca de R$ 6 milhões.
O projeto prevê o fechamento parcial da Avenida São João em horários específicos, com duração de no mínimo 10 segundos por anúncio. O objetivo é reconstruir o centro sem comprometer a legislação vigente.
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